sábado, 15 de fevereiro de 2014
DC10, a Maquina
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
VARIG \ AERUS , O DRAMA CONTINUA
Reflexões e Perspectivas
Fazer parte de um grupo que há oito anos luta pelo simples direito de viver de seus próprios meios remete a profundas reflexões, todas infelizmente carentes de perspectivas otimistas. Começando pelo óbvio, é inacreditável ter de se empenhar numa luta – de vida e morte já não é exagero – apenas para pedir de volta uma aposentadoria privada, num caso inédito de expropriação que deixa escandalosamente evidente a podridão que é o atual desgoverno petista.
Não menos escandalosa é a procrastinação do judiciário onde, incontáveis “vistas” – um eufemismo para... Danem-se!, - são pedidas segundo o critério do... – “Neste tribunal só nos ocupamos das grande causas, especialmente as de grande efeito midiático...e se mais alguns de vocês morrerem, não nos interessa”.
No legislativo, a maioria nos ignora totalmente com exceção de uns três ou quatro batalhadores que são por sua vez sistematicamente enganados quando conseguem arrancar alguma declaração sobre o andamento de acordos, tratos e tentativas de solução para os aposentados e demitidos da Varig.
Digo que são enganados e, dada a posição que ocupam, desrespeitados o que passa uma impressão bem nítida desta “presidenta” e do grupo sinistro de que faz parte. Quantas vezes, só neste ano que se vai, foram portadores de notícias de que um possível acordo estava nas mãos dela?
Como não duvido de Paulo Paim, Ana Amélia, Alvaro Dias, e Rubens Bueno, só posso concluir que mentiram a estes parlamentares com a intenção de nos manter paralisados, inermes à espera de algo que nunca será concluído.
Mas enquanto políticos bem intencionados - poucos infelizmente - são enganados, nós, considerados os nossos direitos e as nossas urgências, deveríamos acabar com nosso próprio auto engano e partirmos para a formatação de um discurso único e a criação de uma rede de ativismo que não deixasse passar um dia sequer sem uma manifestação contundente a denunciar o crime que este desgoverno pratica contra nós. Sei que a reação imediata de alguns será a de que estou chovendo no molhado, que isto já foi feito e não deu certo.
Pergunto: Quando? Como? Por quem? E, principalmente, com que conteúdo? Até hoje só vi róseas declarações de boas intenções, tanto de quem diz nos representar como de figuras do poder eventualmente pegas numa saia justa sem poder dizer o que realmente pensam, isto é, que nos danemos todos.
Assim a minha reflexão final – que pode não levar a nenhuma grande perspectiva – é que nunca fomos capazes de afinar um discurso e que isto precisa mudar. E mudar significa muita gente escrevendo e descendo o pau no governo, no judiciário e no legislativo. Pode ser feito de maneira civilizada, mas tem de ser feito pelo simples fato de que “autoridades” estão no poder por vontade própria, não foram obrigadas a estar onde estão, mas, uma vez lá, não tem o direito de prejudicar quem não é autoridade, mas é o patrão – nós, eleitores e pagadores de impostos.
2014 é ano de eleições e eleição é VOLUME. Seja de votos, seja de influência, seja de poder econômico. Assim como campanhas por direitos, por melhoramentos e por justiça, como é o nosso caso, também só deslancham quando adquirem VOLUME, algo que jamais fomos capazes de sequer elaborar.
Que cada um medite em como é injusto ser roubado e pense nisto que proponho ou sugira algo melhor.
Na medida do possível, Feliz Ano Novo,
JC Bolognese
sábado, 26 de janeiro de 2013
Boeing 707 -345 C VJX –Varig \KC 137 FAB
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
A HISTÓRIA QUE INTERESSA
Por Joao Carlos Bolognese
Cada um tem o direito à própria história e ao seu controle, se
possível. Quando esse controle é feito por terceiros, não se tem uma
história, mas a versão de quem conta. Nesses últimos seis, quase sete
anos, apesar de esforços individuais, a história dos variguianos, como
vem sendo contada, é feita segundo um modelo que não deixa dúvidas
quanto à culpa pela degradação da vida desses trabalhadores. Eles
próprios seriam os responsáveis por estarem sofrendo o desemprego, a
perda dos direitos trabalhistas e o calote nas pensões dos aposentados.
Alvo de suas escolhas equivocadas, os ex trabalhadores e aposentados da
Varig estariam – numa estranha demonstração de que no Brasil a justiça
funciona – pagando até por antecipação, antes mesmo de sentença
“transitada em julgado”, como se diz em juridiquês, haja vista esses
quase sete anos de penúria, num caso em que nem se considera a
“progressão de pena”, benefício que contempla vários tipos de crimes –
corrupção, sem dúvida – e outros onde o senso comum recomenda que se
tranque o criminoso e se jogue fora a chave.
Absurda assim,
esta é a história que se conta sobre nós cada vez que a “União”, através
de seus vigilantes do peso das arcas do tesouro nacional expedem
liminares descumprindo decisão judicial (não sei como conseguem, mas no
Brasil pode) impedindo-nos de sair dessa história de horror que já se
aproxima do sétimo ano.
Vivemos numa época em que, dependendo
de quem conta, as versões valem mais do que os fatos, pois contar uma
história que se pretende verídica sobre seja lá o que for, é um
exercício de poder. Com uma imprensa que cada vez mais vocaliza em vez
de questionar as falas e atitudes do estado, não sobra poder do lado
mais fraco para contar sua história, ainda que inacreditável, mas
verdadeira, como a que se passa com os variguianos.
As lendas
da aviação, fascinantes em si, não revelam toda a história de dedicação e
racionalidade necessárias a quem trabalha sob a lupa das normas e
procedimentos que fazem a segurança dessa atividade - embora de alto
risco – mas com baixas estatísticas de fatalidades, considerando apenas o
setor de transportes.
Fascinante para os de fora, trabalhar
na aviação é para quem gosta e aceita que fazer o que é correto - a
única opção. É concordar que, por questão de ofício e por
autopreservação, não podemos trair normas que aceitamos pela profissão,
pois além de ser a traição da confiança pública, é com certeza o caminho
da nossa própria extinção.
E no nosso caso, não diferente
dos de outras empresas e profissões, para que a nossa extinção física
não se desse logo após cumprida a missão, isto é, ao nos aposentarmos,
foi criado para o nosso alívio o Instituto Aerus, que deveria ser o
“happy ending” de nossa história de vida dedicada ao trabalho de
construir uma aviação comercial que fizesse bem ao país. O que foi feito
enquanto deixaram. Em contrapartida, o país, pelas mãos de quem está
agora no poder, não faz nenhum bem aos trabalhadores remanescentes dessa
aviação que foi a era Varig.
Para se falar sobre nós e tomar
decisões que afetam seriamente as nossas vidas, é preciso levar em conta
o que modestamente expus como os fatos que realmente contam para quem
trabalhou, se aposentou ou apenas perdeu seu emprego na Varig. Para
falar de nós e decidir o nosso destino, é preciso que se lembre do nosso
profissionalismo, de nossa aversão à negligência operacional, o que
leva necessariamente à conclusão que se agíssemos com o descaso e
indiferença que agora nos dedicam, muita pessoas que estiveram sob
nossos cuidados em aviões da Varig, hoje não estariam seguindo suas
vidas normalmente, incluindo talvez uns tantos que, sabedores dos fatos
tanto quanto nós mesmos, ainda insistem em nos prejudicar.
Finalizo com a esperança que a seriedade profissional de respeito às
normas, e sobretudo à vida das pessoas que permeia a história dos
variguianos, seja a mesma seriedade com que seremos tratados a partir
deste ano que se inicia. E que fique claro que, se era obrigatório nós
sabermos que a negligência mata, que não venhamos a ser prejudicados
pelo que mais combatemos em nossa profissão.
Feliz 2013 para nós todos!
JC Bolognese
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Carta da comissaria Elizabeth Ferreira de Oliveira ao presidente do STF
Excelentíssimo Ministro
Joaquim Benedito Barbosa Gomes,
Respeitosas saudações!
Apresento-mo à Vossa excelência: Elizabeth Ferreira de
Oliveira, ex comissária de bordo da CRUZEIRO do SUL/VARIG, aposentada,
assistida AERUS.
Senhor Ministro, como é de Vosso conhecimento, nossa
situação é crítica, e os únicos
neste plano que ainda nos podem fazer justiça, são os
Senhores, guardiões da nossa
Carta Magna.
Ministro Joaquim Barbosa, ao citar nossa Constituição,
lembrei-me da Sagrada Escritura, livro que com certeza, precede às Leis de
todas as nações, e se fosse lido com a razão e o coração, não precisaríamos de
tantas Leis, seus artigos, parágrafos e incisos. Simplesmente, os homens
viveriam a felicidade em plenitude, pois ali estão todos os princípios do bom
direito e justiça, que eleva o ser humano a dignidade de Filhos do Altíssimo.
Veja, Exmo. Ministro, Vossa Excelência tem um nome
composto, Joaquim Benedito,
nome de Santos; O primeiro, Joaquim, também é o nome do
Pai de Nossa Senhora Assim um homem escolhido por Deus para pai de Maria, Mãe
do Salvador de toda a humanidade.
O segundo, Benedito, um monge seguidor de São Francisco
de Assis, que tinha imenso amor pelos mais necessitados. Conta a história que
ele sempre tirava da dispensa algum alimento, e o levava sob as vestes para
saciar a fome dos irmãozinhos mais necessitados, e um dia um superior o
surpreendeu e perguntou-lhe: O que levas escondido em tuas vestes: Ele
respondeu: Rosas: E ao abrir a túnica, realmente o que se pode ver foram rosas.
Bendito sejais, Ministro Joaquim Barbosa; Porque veio
ao mundo com a missão de fazer cumprir a lei e a justiça!
Precisamos que Vossa Excelência, nos enxergue sob o
olhar da Lei e da Justiça! Que a VossaToga seja o perfeito abrigo das rosas da
justiça que tanto esperamos!
Toda a sorte de injustiça e humilhações temos passado,
os demitidos e aposentados VARIG, assistidos, nesse momento, praticamente
desassistidos pelo AERUS. Não posso esquecer os colegas da TRANSBRASIL.
Excelência, fala-se muito no artigo 202, parágrafo 3º,
da nossa Constituição, que diz ser vedado à UNIÃO o aporte de recursos a
entidade de previdência privada.
Senhor Ministro, no caso dos planos VARIG e
TRANSBRASIL, não há que se falar em aporte, ou invocar o artigo da Constituição
supracitado para fundamentar defesa da União, por simplesmente não se tratar de
aporte, mas sim fazer com que a UNIÃO se responsabilize pelos danos causados
aos Planos VARIG e TRANSBRASIL, quando através de seu agente fiscalizador, SPC,
atual PREVIC, consentiu que as empresas, além de não repassar a sua parte ao
Instituto AERUS, descontasse dos nossos proventos sem dar a eles o fim devido.
Foram 21 repactuações de dívidas, de um bem que não pertencia às empresas nem à
União.
Usurparam um direito adquirido por nós, parte do nosso
salário que tinha fim específico, sem o nosso conhecimento e consentimento. E a
UNIÃO concordou com isso. Ao permitir que se repactuasse ddivida, tornou-se
avalista, fiador...portanto, o emprego da palavra "aporte" nesse
caso, não encontra abrigo no artigo 202, §3º, da CRFB de 1988.
Pela Lei de Deus e dos homens, "a justiça tarda,
mas não falha". Para muitos de nós, a justiça dos homens se tornou tardia,
pois já estão em outro plano e com certeza receberam o prêmio dos justos.
Para nós que aqui ficamos, ainda cremos na justiça dos
homens, embora, que quase tardia...pois já não suportamos mais toda sorte de
necessidades e sofrimentos pelos quais estamos passando.
Em Vossa Excelência, Ministro Joaquim Benedito Gomes
Barbosa, depositamos, além de Deus, toda a nossa esperança.
Respeitosamente,
Elizabeth Ferreira de Oliveira
Comissária aposentada VARIG plano I
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Justiça dá ganho a aposentados do Aerus
DE SÃO PAULO
NÁDIA GUERLENDA
DE BRASÍLIA
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Em 2006, o sindicato obteve no Tribunal Regional Federal da 1ª Região uma antecipação de tutela (liminar) garantindo que a União assumisse a folha de pagamento dos benefícios do Aerus.
o processo for encerrado, deve-se apurar os valores de indenização para os participantes", diz Lauro Thaddeu Gomes, também advogado da ação.
sábado, 14 de julho de 2012
AERUS a primeira (GRANDE) vitória
AERUS: Sentença confirma a responsabilidade da União
Acabou de sair, finalmente, a sentença da ação civil pública ajuizada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas buscando responsabilizar a União pela situação dramática do fundo Aerus.
Pois bem. A sentença foi parcialmente procedente. Os pontos que foram julgados mprocedentes serão objeto de recurso de nossa parte. Entretanto, o digno Juízo da 14ª Vara Federal reconheceu, conforme nosso pedido, a responsabilidade da União, na forma da sentença que abaixo se transcreve:“140. – Os atos omissivos e danosos da União, pela antiga SPC, ocorreram desde o vencimento das primeiras contribuições não recolhidas e a partir da adesão de cada patrocinadora VARIG e TRANSBRASIL, até as respectivas liquidações dos seus Planos de Benefícios pela antiga SPC.
141. – E o não recolhimento das contribuições, para o qual concorreu decisivamente a omissão da União, causou prejuízo aos participantes, e aos dependentes, que não puderam perceber os benefícios complementares, ou de receber a parcela que lhes coubesse na distribuição dos ativos dos Planos, conforme cláusula IX do Regulamento do Plano de Benefícios (…).
142. – Portanto, a reparação dos danos consistirá em montante individual e nos estritos limites das contribuições que deveriam ser vertidas e não o foram pelas referidas companhias, tanto da parcela da patrocinadora quanto da parcela dos participantes, inclusive a chamada Terceira Fonte até sua extinção, devidamente corrigida e adicionada de juros, nos termos da lei civil, conforme se apurar em liquidação de sentença por arbitramento.”
Na parte dispositiva, em que o Juízo determina as providências concretas, assim ficou estabelecido:“Em face do exposto,
(…)
f) julgo procedente o pedido de condenação da União a indenizar os participantes e os dependentes titulares de benefícios dos Planos de Benefícios da VARIG e da TRANSBRASIL, por omissão no poder-dever de fiscalização e proteção dos participantes dos planos de previdência complementar (art. 3º, item I, da Lei nº 6.435, de 1977, c/c art. 3º, itens V e VI, da Lei Complementar nº 109, de 2001). Indenização que consistirá em montantes individuais, apurados nos termos declinados no tópico próprio (itens 140 a 142) desta sentença.”
Devemos essa vitória a todos aeronautas, especialmente à Sra. Graziella Baggio, ao Sr. Celso Clafke e principalmente ao nosso saudoso Dr. Luís Antônio Castagna Maia, o patrono dos aeronautas. Sempre.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Sete Boeings da Varig vão a leilão hoje por R$ 30 mil cada um
Cinco deles estão estacionados no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e outros dois estão no Salgado Filho, em Porto Alegre (RS).
No Galeão, estão no pátio da TAP M&E Brasil, causando transtornos às atividades da empresa. Um dos modelos737-200 será leiloado inteiro para preservar a memória da empresa. Os outros vão ser vendidos como sucata.
Todos os aviões já têm laudo de perecimento da Agência Nacional de Avião Civil (ANAC), o que impede até mesmo o reaproveitamento das peças........**
segunda-feira, 21 de maio de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
AVIAÇÃO-"Sucata humana" espera compreensão do Governo


PERCY RODRIGUES
A excelente matéria elaborada pelo jornalista Roberto Kaz na Revista O Globo (http://cnj1.myclipp.inf.br/default.asp?smenu=ultimas&dtlh=8324&iABA=Not%EDcias&exp=)
com o título “Sem plano de voo”, certamente, mexeu com o emocional dos ex-funcionários da extinta Varig.
Em estilo literário bastante ousado, de linguagem permeada pela função poética, o autor esbanja metáforas, símiles e outras figuras , para descrever como foram os últimos dias da frota de Boeing 727-100 da Varig, apodrecida em áreas remotas do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
O fato não provocaria maiores emoções se, em cada retalho de parte do que foi a maior frota de aeronaves do país, não contivesse a história de milhares de aeroviários e aeronautas, ex-funcionários da chamada Pioneira: os desempregados, sem receber até hoje suas indenizações, os aposentados, em estado de penúria em razão do calote provocado pela intervenção predatória no fundo de pensão Aerus, determinado, intempestivamente, pelo governo federal.
Evidentemente, não se deve esperar que a Justiça faça com seres humanos o que deliberou fazer com carcaças de velhas aeronaves, deterioradas ao limite pela paralisação das operações da grande aérea, que interrompeu também o sustento e sonhos de milhares de famílias brasileiras.
Desaparece o cenário de abandono da sucata dos bens materiais, mas permanece inalterado o purgatório de almas prejudicadas pela insensatez das autoridades, vivendo a expensas de amigos e parentes, muitos portadores de doenças físicas e psicossomáticas.
Contudo, ainda há tempo para corrigir tamanha tragédia social. Adormece nas prateleiras do Tribunal Superior de Justiça, ação indenizatória, promovida pelas empresas participantes do Aerus, de perdas tarifárias provocadas por política de congelamento de preços em governos anteriores, considerada procedente nas várias instâncias da justiça federal, mas que nossos magistrados recusam-se a autorizar o cumprimento, sem nenhum fundamento legal, certamente, por razões políticas. Parte do valor da indenização, por determinação do juiz que patrocinou a recuperação judicial da Varig, será destinada ao Aerus, para dar sobrevida às pensões dos assistidos.
Espera-se, assim, que brasileiros que contribuíram durante anos para o fundo, em busca de vida digna na aposentadoria, não tenham o mesmo destino das carcaças dos Boeing 727-100.
Comentário:
Dói, dói muito ver a situação atual dos profissionais que fizeram a aviação aqui no Brasil, tambem é doloroso ver estas maquinas maravilhosas virar “panela”. Reproduzo o texto que esta no livro 27 anos um mês e 14 dias de minha autoria, que acontecia no Boeing 727 quando efetuávamos voos cargueiros nas madrugadas.
“Segundo os entendidos os melhores locais para observar a enorme quantidade de estrelas presentes no universo é longe dos grandes centros urbanos onde a poluição atmosférica e luminosa é muito pequena, eles, os entendidos estão enganados. Quando voando á noite em altitudes superiores a quarenta mil pés (+-12000m) e com ótimas condições de visibilidade, eventualmente desligamos todas as luzes na cabine de comando ficando totalmente as escuras, quando a vista se adapta a falta total de luz a quantidade de estrelas que se avista e pelo menos três vezes maior que em qualquer dos melhores pontos de observação em terra, porem sem duvida a sensação mais fantástica e a estarmos voando entre elas, pois mesmo olhando para baixo somente estrelas são vistas, é como se o planeta não existisse, isto ocorre devido á curvatura da terra e também pela posição das janelas na cabine.”
domingo, 26 de fevereiro de 2012
A saga dos Variguianos

Por Cássio Oliveira
23 de fevereiro de 2012
Estarrecido li uma matéria no JORNAL DO BRASIL do último dia 14/02, onde nos retratam a situação de verdadeira calamidade que os antigos funcionários da PIONEIRA estão submetidos.
Aquelas pessoas que foram responsáveis por nos fazer sentir orgulho de sermos brasileiros, nos permitiram esse sentimento quando inaugurávamos um vôo novo para Petrolina, ou mesmo Juazeiro, Teresina, Araguaína, enfim desbravávamos o Brasil abrindo caminho para milhares de brasileiros se conectarem com praticamente o mundo todo.
Foram essas pessoas que trabalhando num grupo gigantesco nos permitiam desfrutar de um Hotel Tambaú em JPA ( até hoje um marco naquela cidade) ou um ótimo hotel em Boa Vista, ou acreditar no projeto da Belém-Brasília e construir um hotel de bom porte em Santarém, isso sem falar no Tropical Hotel Manaus (inaugurado em 1976 e até hoje um ícone), ou mesmo o Hotel das Cataratas que já em 1.970 se preocupava com a formação de mão de obra (tinha uma verdadeira universidade no sub-solo) isso em 1.970…
e quando chegavámos ao Rockefeller Center em NYC ou na Champs Elyseé em PAR e viámos aquela loja com a revista Cruzeiro ou Manchete e sentávamos para ler os jornais do dia como nos sentiamos?
Pois bem foi graças à esses trabalhadores que acreditaram no sonho de RUBEN BERTA que tivemos todos esses momentos de ORGULHO, PRAZER, e por que não TESÃO de ser brasileiro.
O que estamos dando em troca para essas pessoas? Vocês já pensaram que poderiam ser seus pais, tios, avós, enfim alguém de sua família que dedicou uma vida toda por uma causa, é isso mesmo, a VARIG era uma causa e não um emprego e depois ficaram abandonados por manobras jurídicas que os jogaram ao ostracismo.
Se a VARIG acabou por se tornar ineficiente pelo motivo A ou B não vem ao caso.
O que temos que pensar é se há justiça em abandonar nas páginas internas dos jornais a causa desses brasileiros que fizeram a diferença, como você se sentiria se eles fossem seus parentes que te sustentaram e hoje estão em situação de penúria?
Estarrecedor ler que a taxa de mortalidade desse grupo aumentou 50% nos últimos anos…POR DESGOSTO!
Nós que militamos na indústria do turismo não temos como deixar de conhecer alguém que trabalhou na VARIG. Eu mesmo sempre tive muito ORGULHO de ter aprendido a trabalhar lá. Era com o peito estufado que atendia ao telefone falando “RESERVAS VARIG e CRUZEIRO BOM DIA!”, depois era Cássio da VARIG, e assim por diante, isso sem contar que minha infância toda passei como dependente do ALFREDO SALLES OLIVEIRA – DIRETOR DA VARIG! e para que serve tudo isso?
Vamos deixar todos esses trabalhadores ABANDONADOS, esperando mais de seis anos um processo tramitar sem julgamento?
Meus amigos leitores, não podemos nos conformar com isso, nem fingir que não sabemos o que está acontecendo, no mínimo devemos apoiá-los e mostrar nossa indignação pela forma como estão sendo tratados pelo nosso GOVERNO.
Seja na esfera do judiciário, seja no poder executivo, se houvesse um pouquinho mais de empenho ou de vergonha, ou mesmo de consideração já poderíamos ter uma saída honrosa para esses brasileiros que tanto orgulho nos deram.
Leia a matéria anexa e conclua você mesmo se eles merecem tudo isso…abraços
sábado, 14 de janeiro de 2012
Adeus de um verdadeiro herói
Deus sabe o que faz.
Roberto Haddad
Faço minhas as palavras do Roberto. Muito obrigado, amigo
sábado, 31 de dezembro de 2011
Um ano que começa, Outro que não termina e a (Des) Ordem Natural das Coisas

"Porque a vida passou antes que pudéssemos viver."
Vitor Hugo
Para nós, aposentados e ex trabalhadores da Varig, não há muito sentido no calendário que determina a virada de ano entre 31 de dezembro e primeiro de janeiro. Qual a razão? Como se alguém apertasse “pause” no controle remoto, nós fomos congelados em 2006, o ano que para nós nunca terminou. E esses tantos, contra as mais justas razões, persistem apertando a tecla que nos mantêm presos a este ano sinistro. Nesses quase seis anos de tempo vivido e desfrutado pelas pessoas normais – as que podem tocar suas vidas com a renda a que têm direito – o ano de 2006 (e os seguintes) entre nós só terminou para quem morreu.
O Calendário que ordena a humanidade pertence à “Ordem Natural das Coisas”. Mas em nosso país esta ordem está sujeita aos interesses pessoais, circunscritos à geografia do poder.
Congelados em 2006, vimos no calendário dos mortais comuns todas as classes de poder estatal aumentarem (todos os anos) os seus mega salários, deixando as migalhas que caem da mesa para o resto. Liberando “bolsas” e um crédito tipo corda-no-pescoço-logo-ali-adiante, lograram ficar mais quatro anos no poder de onde não pensam em sair. Esse falso pão com o circo Copa/Olimpíadas e eventos mil, dispensa a coreografia de choro de enterro na Coréia do Norte para amestrar a galera. É a Ordem Natural... deles.
Enquanto isso, a nossa estranha bolha do tempo não nos deixando viver como seres normais, sem nos aliviar do custo, acelera um desgaste físico, emocional e espiritual, evidenciando a impotência de um mínimo de controle sobre a nossa própria vida. Poderíamos – era nosso direito, pois pagamos por ele – ter vivido esse tempo congelado desde 2006 com dignidade, sem os atropelos e as aflições que nos impuseram. Hoje é impossível aceitar que essa imposição seja fruto de algo que já é muito grave da parte de agentes públicos – a incompetência. E não é mesmo. É pura maldade e mau caratismo deliberado.
Com o mesmo norte (i)moral que os caracteriza, ao mesmo tempo em que se esquivam de reconhecer e resolver o drama dos ex trabalhadores e aposentados da Varig, não descuidam de seus salários, vantagens (ô palavrinha!), auxílios isso e aquilo, passagens aéreas, cartões corporativos...a lista vai longe. Tudo fruto de deformidade moral feita normalidade legal, segundo a leitura de “ordem natural” dos que se acham os donos da nação.
A fórmula mágica que garante o poder nessas mãos está muito bem explicada nesta citação de alguém que não conheço, mas invejo pela síntese impecável:
“Nesse país chegou-se a um limite de estupidez só comparável aos outros mais atrasados do mundo. A aliança entre os muito ricos e os muitos pobres foi a opção preferencial contra quem trabalha e estuda, quem se esforça e conquista pelo mérito aquilo que geralmente beneficia a todos pois, por legítimo, tende a ser abrangente e a favor de todos.”
A destruição da Varig e as perdas para o país; o desperdício de profissionais de qualidade e o calote nos aposentados, se encaixam como uma luva na citação acima. Anos e anos de um serviço de qualidade e muitos empregos decentes perdidos por essa opção preferencial estúpida, mas muito útil a certo tipo de gente.
Mas...
Apesar de congelados num ano sombrio que teima em não acabar, o nosso papel continua o mesmo. Só deixamos de merecer nossos direitos se nos rebaixamos e concordamos com os que nos maltratam. Pode ser cansativa a repetição: - Nós trabalhamos, contribuímos, cumprimos com nossa parte no contrato. Mas a repetição na busca do que é o direito nunca será suficiente até esse direito ser alcançado. É o que leva à real "Ordem Natural das Coisas".
“Fé é acreditar quando o bom senso diz o contrário.”
Vamos nos libertar de 2006!
Feliz 2012 a todos nós!
JC Bolognese

























