sexta-feira, 29 de março de 2013
GOL , LINHAS AÉREAS BURRAS
sábado, 24 de novembro de 2012
O fim da WEBJET, Cortezia da GOL
"Essa medida está sendo tomada em função da devolução da frota. São aviões inviáveis economicamente nos atuais patamares de custo de combustível e de câmbio", disse o presidente da Gol, Paulo Kakinoff.
A frota da Webjet, formada por 20 aviões Boeing 737-300, já está inoperante e será devolvida às empresas de leasing até o fim do primeiro trimestre de 2013. As aeronaves são mais antigas que as usadas nos voos da Gol e consomem cerca de 30% mais combustível.
A Gol continuará a operar todos os destinos atendidos pela Webjet e pretende aproveitar os passageiros da empresa para lotar seus aviões. "Hoje, operamos com um média de 65% a 70% de ocupação nos voos da Gol. Temos espaço para absorver os clientes da Webjet na nossa estrutura", disse Kakinoff.
A decisão de acabar com a Webjet foi anunciada cerca de um mês após a aprovação da fusão pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Até ontem, a Gol fazia mistério sobre o que faria com a marca. Em entrevista ao Estado em janeiro, o fundador da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, disse que a Webjet poderia ser uma linha "ultra low cost".
O fim da empresa irritou o Sindicato Nacional do Aeronautas (SNA), que representa pilotos e comissários, categoria que concentrou 543 dos postos cortados. "Até quarta-feira, o discurso da empresa era de que faria demissões pontuais e só em último caso, como foi feito quando a Gol comprou a Varig", disse o presidente do SNA, Gelson Fochesato. "Esperávamos uma fusão, e não o fim da empresa."
O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) vai investigar o caso. O procurador do Trabalho Carlos Augusto Sampaio Solar afirmou ter encontrado indícios de ilegalidade nas demissões, que ele considera "abruptas".
Outros 450 funcionários, principalmente profissionais que trabalham nos aeroportos, foram absorvidos pela Gol. Os demais estão em processo de aposentadoria ou em licença.
Aquisição. A Gol pagou apenas R$ 43 milhões para comprar a Webjet, uma companhia fundada em 2005 pelo empresário Guilherme Paulus e dona de 5,5% do mercado doméstico brasileiro.
"O que valia eram os espaços da Webjet em aeroportos concorridos, como o Santos Dumont", disse o consultor em aviação Nelson Riet.
No mercado aéreo, também se falava que outra motivação da Gol para comprar a Webjet seria eliminar um concorrente com rotas parecidas às suas e que puxava os preços para baixo.
Comentário por : Nivaldo M Barbosa
Registro aqui lembranças dessa Empresa onde
participei de sua formação nos anos 2005/2006. Tive o prazer de trabalhar junto
aos meus colegas profissionais Comandantes, Copilotos e Comissários. Grupo esse
de relevantes valores profissionais e formação impecável.
Por fim, vejo esse final triste, como reultado de um
governo desastroso, num pais sem regras, sem valores, sem responsabilidades,
sem respeito ao trabalhador, ao ser humano. Só me resta definir tudo isso como
o CAOS em nosso meio, na esfera dos profissionais da aviação como um todo.
Ninguém faz nada, ninguém tem nenhuma reação mais
contundente, apenas se conforma com os picaretas emergentes e bem sucedidos.
Até quando ficaremos a assistir tudo em plena harmonia?
(fica a pergunta)
Comentário ByAAC
O ultimo parágrafo do texto do Estadão mostra a verdadeira razão para o fim da Webjet: eliminar comcorencia para aumentar os preços e o consumidor ter que engolir.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Em crise, Gol reduz até água do banheiro e tamanho do bilhete para economizar
Após prejuízo de R$ 751 milhões em 2011, empresa adere a "economia da azeitona"
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Gol anuncia demissão 190 tripulantes
No início de abril, 131 funcionários já haviam sido demitidos
A companhia não esclareceu quantos desses 190 tripulantes demitidos são pilotos, copilotos e/ou comissários de bordo. Ainda conforme o comunicado, a Gol "está em constante diálogo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas".
A entidade representativa de pilotos, copilotos e comissários já esperavam a nova rodada de demissões. "Várias turmas de comissários estão com suas escalas sem voos. Esse número gira em torno de 150. Então, as pessoas já estão imaginando quem são os possíveis demissionários", disse o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Sergio Dias.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Transporte aéreo: lanche é um direito do consumidor?

InfoMoney-UOL
Comentários 1
SÃO PAULO – Recentemente a Gol linhas aéreas decidiu cobrar pelo lanche oferecido aos cliente durante os voos. Segundo a empresa, o novo sistema vem em linha com seu plano de negócios e é amplamente utilizado em companhias americanas e europeias.
Atualmente, 180 voos da companhia já cobram pelo serviço de bordo oferecido. A intenção é que, até o final deste semestre, seja implantado o sistema na maior parte das rotas com duração acima de 1h15 de voo.
Com exceção da água, serão cobrados todos os demais produtos oferecidos pela empresa, como bebidas quentes, cervejas, refrigerantes, sucos, entre outros. Os pagamentos só poderão ser feitos em dinheiro na moeda nacional.
O que diz o Procon
Segundo a diretora substituta de atendimento ao consumidor do Procon-SP, Leila Cordeiro, a cobrança pelo lanche é uma prática abusiva e o Código de Defesa do Consumidor determina que o consumidor deve ser avisado previamente sobre a mudança, para que tenha tempo de se adequar ao novo procedimento.
“A cobrança é abusiva, quando o consumidor compra uma passagem, ele pressupõe que a alimentação está inclusa, afinal sempre foi assim. Não se pode mexer em um costume do consumidor sem um período de adaptação”, explica Leila.
Para ela, um processo como este deveria acontecer de modo semelhante ao das sacolas plásticas, em que o consumidor teve um período de 60 dias para se adaptar a novas regras e preços.
Leila explicou também que não se pode diferenciar os passageiros, fornecendo lanche para determinados tipos de voos.
Outra preocupação é com a fiscalização desses serviços, principalmente no que diz respeito aos preços dos produtos oferecidos durante o voo.
A diretora também informou que o Procon está estudando esse novo processo de cobrança em outras companhias aéreas para que o consumidor não se sinta lesado.
Comentario ByAAC:
Infelizmente os caminhos escolhidos pelos proprietários do GOL para reverter os recentes balanços negativos vai contra as tendências do mercado atual, isto é os clientes devem ser cativados e não espoliados com cobranças de itens que para empresa custam centavos de dólar , cuja cobrança gera imagem negativa junto ao consumidor.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Crise na Gol chega aos pilotos e comissários

Empresa espera adesão de 220 a programa de licença não remunerada de um ano
14 de março de 2012 | 22h 59
Marina Gazzoni, de O Estado de S. Paulo
Depois de cortar empregos na equipe de solo e até na diretoria em 2011, os pilotos são os próximos alvos da Gol. A empresa abriu no dia 6 de março um programa de licença não remunerada de um ano para pilotos e comissários. A intenção da empresa é evitar demissões, que podem ocorrer se não houver adesão ao programa, diz o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Gerson Fochesatto.
A Gol disse, em comunicado, que "não há reestruturação em curso", mas confirmou a existência de um programa de licenças sem vencimentos. "O programa de licença existe, principalmente, para compensar os períodos de bCrise na Gol chega aos pilotos e comissáriosaixa demanda. Ele garante a manutenção do quadro de tripulantes da companhia", afirmou
Segundo o sindicato, a meta da Gol é conseguir a adesão de 120 pilotos ao programa de licenças e mais 100 comissários. Ao todo, a Gol tem 1.800 comandantes e copilotos.
Os funcionários que optarem pelo programa entrarão de licença em 1º de abril e não poderão voltar ao trabalho antes de um ano, de acordo com documento enviado aos funcionários ao qual o Estado teve acesso e que informa as regras do programa. Os funcionários também não receberão benefícios sociais e não terão estabilidade no retorno, segundo o documento.
"O sindicato não apoia a licença não remunerada. É um processo que a empresa abre para evitar demissões. Se não houver adesão, é claro que ela vai demitir", diz Fochesatto.
As empresas aéreas brasileiras perderam dinheiro em 2011. A Gol ainda não divulgou o balanço financeiro do ano, mas registrou prejuízo líquido de R$ 516,5 milhões no terceiro trimestre de 2011. As perdas da TAM somaram R$ 335 milhões.
Comentário;
Apesar do crescimento exponencial do numero de passageiros continua tudo como na época da Varig Vasp e Transbrasil que eram consideradas obesas e ineficientes. Como que a Gol tida como exemplo de eficiência esta no vermelho?, existem vários motivos, porem dois em destaque:1- excesso de promoções com passagens abaixo do custo, e preços escorchantes em algumas rotas/horários. 2- faltam inovações e expansão para as Américas, a idéia da barrinha de cereal continua presente travestida de outras formas como cobrança por lanches de péssima qualidade, que é um tiro no pé.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
MUITO ATUAL..... (Parte um de duas)

Escrito por um piloto de companhia aérea para todos os brasileiros que utilizam o meio de transporte aéreo.
Para você entender o que é a aviação no Brasil deve-se partir da seguinte idéia; imagine-se dirigindo um carro BMW luxuoso no meio de um safári na África; é mais ou menos assim que um aviador se sente voando no Brasil; você tem uma tecnologia de ponta dentro do seu avião e um sistema precário e ultrapassado a sua volta. Vou explicar por que.
Atrasos: Os atrasos no Brasil têm características incomuns comparado ao mundo afora; quando se tem nevoeiro... Somente Guarulhos tem sistema mais preciso para pouso por instrumento, conhecido como “ILS categoria dois". Curitiba também tem, mas lá é tão engraçado que colocam o sistema para manutenção exatamente em época de nevoeiro. Vergonhosamente Porto Alegre, Florianópolis e Confins não têm esse sistema. Estes sempre fecham por causa de nevoeiro. Manaus, que tem uma localização extremamente estratégica e que sempre tem nevoeiro, porém também não tem sistema ILS. Detalhe... "Nos EUA, são mais de 100 aeroportos só com ILS categoria 2", fora os de categoria 1 e 3.
Se você, passageiro, está indo para Porto Alegre, fique sabendo que seu avião não pode alternar Florianópolis caso Porto Alegre esteja fechado. Florianópolis tem um vergonhoso pátio para apenas cinco aviões; lembrando que no verão Florianópolis recebe mais 150 vôos de fretamento além dos regulares. Este aeroporto supracitado, vergonhosamente, não tem taxiway (pista para a aeronave taxiar até a pista principal), sendo necessário a aeronave taxiar pela pista principal gerando espaçamento maior entre as aeronaves que se aproximam, ou seja, ocasionam atrasos.
Se você está chegando a São Paulo, o problema é parecido. Guarulhos está sempre com o pátio lotado, Vitória e Confins também. Galeão e Congonhas dias atrás ficaram nesta situação, com o pátio lotado. Quem tinha Galeão como alternativa de pouso teve que escutar um "negativo" do controlador para alternar aquele aeroporto. Estava no plano de vôo que Galeão seria o "alternado", Se o controlador aprovou o plano antes de decolar isso significa que é questão de lei e não de conveniência de pátio.
Nordeste. Voar no Nordeste é mais tranqüilo por haver menor tráfego de aeronaves, porém lá tem outro problema: O controle de tráfego aéreo tem o desserviço de contar com as aeronaves militares fazendo treinamento que conseqüentemente geram atrasos, geralmente de mais de 20 minutos nas decolagens; o que desencadeia um atraso bem maior quando essas aeronaves chegam atrasadas ao sul do Brasil. Na regra internacional uma aeronave em instrução militar tem preferência sobre aeronaves civis de passageiro em pousos e decolagens, porém, se o País quer adotar regras internacionais ao pé da letra... que construam bases militares específicas para a função militar. Lembrem-se que aqui é o Brasil e não Europa ou EUA, onde os aviões são seqüenciados para pouso com separações de 4 km entre aeronaves, enquanto que no Brasil é 8 km entre aeronaves e no caso de Florianópolis chega a 20 km por aeronaves por falta de taxiway.
Saibam que todo piloto Brasileiro se sente mais seguro voando nos EUA, Europa e Ásia do que voando aqui no Brasil, fato decepcionante, mas vou explicar o porquê...
Aqui no Brasil existe uma regra: "a menor distância entre dois pontos é uma curva". Você sabia que quando você sai do litoral brasileiro e vai pra São Paulo você voa em curva? É necessário passar por cima do Rio de Janeiro. Poderia ser direto via Minas Gerais. Esse contorno do litoral gera em cada vôo pelo menos 1000 litros a mais de combustível consumido.
Nos EUA já não existe mais aerovia, somente proa direta para o destino. Lá eles têm acordos com as ONG´s e entendem que quanto menos tempo um avião ficar no ar menor é o efeito estufa. Se fosse aqui seria o equivalente a você decolar de Salvador e o controlador autorizar proa direto de São Paulo. São 1000 litros de querosene desperdiçados, sendo queimados na cabeça dos cariocas a cada 2 minutos. "Deixe o Green Peace saber disso; o Green Peace ficará superfeliz".
A desculpa não pode ser separação de fluxo, já que os EUA são maiores que o Brasil, e onde o fluxo aéreo é cinquenta vezes maior do que no Brasil. O que o Brasil voa em horas de voos em 50 dias, os EUA voam o mesmo em apenas um dia. "Poderia ser pior, se caísse neve no Brasil a desorganização aérea seria uma catástrofe diária".
Mas não coloco a culpa nos controladores. A culpa não é deles. O sistema brasileiro é que é arcaico e precário. O salário deles é baixo e cheio de "concurseiros" sem compromisso com o seu trabalho. Alguns são sérios e dedicados, porém não têm condições de trabalho dignas. Apenas um controlador cuida de várias regiões do País e todos sofrem muita pressão para no final das contas serem menos eficientes que os controladores americanos, europeus e asiáticos
Outro dia ouvi um controlador se despedindo no rádio porque tinha passado em um concurso melhor – isto é vergonhoso para um país que quer ser "primeiro mundo" -, mas desejei a ele sucesso e espero que ele esteja feliz no emprego bem remunerado que ele tem agora. Talvez ele não tenha sido valorizado como deveria. . ( continua na parte dois...)
.
Texto muito verdadeiro, concordo com o autor. Adilar
Autoria desconhecida, repassado por Peter Lessmann
MUITO ATUAL (Parte dois de dois)

Eu como piloto de linha aérea digo sem exagero que voar no Brasil hoje é como estarmos voando numa espécie de alerta amarelo. Outro acidente está bem próximo de acontecer. Ao decolar não significa que temos a certeza de pousar no destino nem no aeroporto de alternativa. Outro dia cinco aeroportos estavam literalmente fechados por falta de pátio; Confins, Galeão, Vitoria, Guarulhos e Campinas. Você tem que decolar de Brasília para São Paulo com combustível suficiente para alternar Salvador.
Isso irá tornar a aviação brasileira inviável, sem mencionar a venda de nossas companhias aéreas para países vizinhos, em decorrência das altas taxas de impostos sobre as mesmas, que por isso, para sobreviverem no mercado, submetem-se a parcerias miraculosas inclusive mudando a sede da empresa para países vizinhos para se livrar dos impostos absurdos daqui, ou seja, irão agora pagar impostos em outro país... Por que será? Porque aqui não há incentivo. Falta de estrutura e falta de lucidez, isso que eu chamo de “Entregar a Soberania Nacional".
Soberania não é somente colocar soldados militares nas fronteiras. O País nunca foi tão próspero, problema é que nossos governantes ganham eleições por saberem aparecer e ainda têm mentalidade medíocre. São vendidos. Basta colocar dólares na mão ou falar com um pouco de sotaque que eles entregam tudo.
Voei muito na Amazônia e garanto que depois que aquilo virar um deserto ninguém mais vai querer assumir. O desmatamento está na razão é de um campo de futebol por segundo.
Hoje só fazem hidrelétricas por causa do apagão de 2002. Esses apagões na aviação irão se repetir pelos próximos 20 anos. E lembre-se que a Copa do Mundo e as Olimpíadas serão em época de nevoeiro.
A Infraero já arrumou duas soluções; tirar os bancos de suas "Rodoviárias" para dar mais espaço para os passageiros ficarem em pé, e liberar internet Wi-Fi de graça como se fosse um "cala-boca" para seus usuários.
Hoje a aviação brasileira é realmente uma surpresa diferente a cada dia, "a mess", (uma bagunça), como definiu um piloto europeu esses dias atrás, e garanto a vocês que ser pego de surpresa na aviação tem consequências trágicas.
Solução: primeiro de tudo é: Os políticos começarem a pensar como governantes desenvolvidos pensam ou, como disse o Raul Seixas: a solução é alugar o Brasil.
Nos EUA, Europa e Ásia constroem um aeroporto para atender uma demanda que só terá daqui 20 ou 30 anos e com pátio suficiente para estacionar mais de 100 aviões de grande porte juntos. Isso é bem diferente dos puxadinhos brasileiros que não dão conta nem da demanda atual.
Enquanto você lê esse e-mail, na Índia estão sendo construídos mais de 10 aeroportos maiores do que o de Guarulhos. Na China são mais de 70 sendo construídos e os 3 países: China, Brasil e India fazem parte do mesmo grupo chamado "BRIC", que ainda incluem Rússia e África do Sul.. Parece que só o Brasil ainda não acordou entre esses cinco.
Já é um absurdo os aeroportos brasileiros não terem metrôs. Os estrangeiros, quando chegam aqui e não veem metrôs nos aeroportos, acham que é uma piada até entenderem que não existe mesmo. Em qualquer aeroporto no estrangeiro tem metrô.
Que país é esse? O brasileiro se compara muito aos EUA, porém o povo americano sabe exigir de seus governantes, por isso o governo não espera ser pressionado pra poder começar a fazer algo.
O povo brasileiro só sabe reclamar. Só não sabe reclamar para a pessoa certa, ou orgão "competente" certo. Reclama pro vizinho e pro amigo, mas quase ninguém entra no site do Senado ou da Câmara dos deputados pra enviar e-mail para reclamar do seu político ou pelo menos para saberem o que eles estão fazendo.
É muito fácil ir aos Estados Unidos passear, fazer compras e voltar falando que lá é o máximo e aqui é o fim do mundo. De fato são décadas de atraso, porém lá o povo é mais consciente com relação ao que seus políticos estão fazendo com o dinheiro público e a burocracia no país deles praticamente inexiste se comparado ao nosso.
No Brasil a ANAC leva 30 dias para emitir uma carteira de aeronauta, gerando assim uma queda no salário dos pilotos e comissários e prejuízo também para os empregadores. Quem vai pagar essa conta? A Anac? O Governo Federal? Nos EUA a mesma carteira é emitida em apenas uma hora pela FAA. Sem deixar de lembrar que no Brasil a ANAC administra um universo de 20 mil pilotos comerciais enquanto os EUA são mais de 600 mil.
Nos EUA poucos empregos no setor público têm estabilidade, talvez seja por isso que o funcionário público trabalha mais, tem mais eficiência, trabalha em função do próximo, pede desculpa se atrasou e o trata bem o contribuinte, mesmo que seja um latino-americano. No mais...
Boa sorte a todos e que Deus nos proteja!
.
Texto muito verdadeiro, concordo com o autor. Adilar
Autoria desconhecida, repassado por Peter Lessmann
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Delta faz acordo para compra de capital da Gol


Valor da negociação gira em torno de US$ 100 milhões
A companhia aérea brasileira Gol e a norte-americana Delta Air Lines anunciaram hoje uma parceria estratégica. Pela parceria, a Delta irá adquirir US$ 100 milhões do capital da empresa brasileira, por meio da compra de ações. Como resultado, o aumento do capital da Gol será de aproximadamente R$ 280 milhões, incluindo o direito de subscrição dos demais acionistas da campainha.
Além disso, um representante da Delta poderá participar do Conselho de Administração da Gol. De acordo com a nota divulgada pela Gol, o Conselho de Administração da empresa irá se reunir em 21 de dezembro para debater o assunto.
Pelo acordo, a Gol e a Delta também pretendem incrementar o compartilhamento de voos, permitindo a ampliação para outros destinos não só dentro do Brasil, mas também no Caribe, América do Sul e Estados Unidos.
A parceria também busca otimizar a conexão dos voos, facilitando o movimento de cargas e passageiros entre os cerca de 400 destinos e em mais de 70 países servidos pela Delta e Gol e envolvendo os clientes nos programas de milhagens Smiles e Sky Miles.
Conforme e nota, "a operação não prevê a adesão da Gol a uma aliança global e está alinhada com o objetivo da companhia de buscar parcerias estratégicas de longo prazo e fortalecer sua estrutura de capital, com foco na geração de valor para seus acionistas".
A Delta atende mais de 160 milhões de clientes por ano com uma frota de mais de 700 aeronaves e possui rede global ampla de cerca de 350 destinos em quase 70 países em seis continentes.
Fonte: ZERO HORA
Comentário:
Finalmente os executivos de Gol estão descobrindo que nem sempre o céu é de brigadeiro e que vender passagens a preço de banana é um tiro no próprio pé.
Este acordo com a empresa americana chega em boa hora pois em termos de aviação temos que pensar em termos de mercado global, isto é uma empresa que restringe suas operações a poucos países sem alianças operacionais e séria candidata a ser engolida pela concorrência.
A lamentar a incompetência de Gol em usar a marca VARIG e seus padrões de qualidade nos serviços de bordo e atendimento aos clientes, assim esta marca preciosa e reconhecida em todo mundo como sinônimo de segurança e qualidade vai se esvaindo aos poucos.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Recado para o presidente de GOL

Gol voo 1203 (NAT-REC-BSB-CGH) Prim. etapa refri 200ml, segunda com 2h20mi dois refri de 200ml e uma bolachinha salgada de 25 granas, BSB CGH refri +bolacha. Voo1318 CGHCWB refri+duas bolachas doce e 18 gramas de batata frita, como podem ver tudo muito “saudavel”
Amigos que estão trabalhando para o Constantino digam a ele para deixar de ser MÂO DE VACA e começar a tranformar a Gol de uma transportadora aérea numa empresa de aviação.
Pão 30 centavos + queijo 15 gramas 30 centavos + presunto 15 gramas 20 centavos +tempero 10 centavos + embalagem 10 centavos e montagem 50 centavos Total R$ 1,50.
Será que os passageiros de tarifas promocionáis, digamos de R$ 199,00 não escolheriam pagar R$ 202,00 e ter um lanche decente em etapas maiores que 50 minutos, com certeza ficariam com o lanche e ainda daria um lucro adicional de R$ 1,50 para a empresa.
Por favor avisem o Homem para começar a mudar para não estagnar (low fare não é sinônimo de tratar os passageiros com migalhas)
segunda-feira, 27 de junho de 2011
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Evitem viajar nos finais de mês

Após um fim de semana conturbado nos aeroportos do País, a expectativa é que ocorram mais atrasados nesta segunda-feira. Até as 8h de hoje, 51 (9,8%) voos domésticos sofreram atrasos em todo País e 25 (4,8%) foram cancelados.
No último domingo, a TAM cancelou todos os voos do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para Porto Alegre e Florianópolis a partir das 15h. A empresa havia afirmado que o problema é causado por "readequação da malha".
Hoje a TAM tem 33 (18,2%) voos atrasados em todo País e 19 (10,5%) cancelados.
Fonte TERRA
Desculpas à parte, a verdadeira razão de atrasos e cancelamentos de voos em final de mês é o o estouro do limite de horas dos tripulantes. Este problema pelo visto vai continuar pelos próximos anos, pois alem de todas empresas nacionais pouco investirem na formação de pilotos, também os submetem a condições desumanas de trabalho, por este e outros motivos comandantesde larga experiência preferem trabalhar no exterior onde o respeito profissional impera e a remuneração é adequada.
domingo, 7 de novembro de 2010
Brasil precisa formar 100 pilotos a mais por ano para atender à demanda

Por trás das panes aéreas de 2010 está o déficit no setor, que aumenta com a saída de profissionais para outros países emergentes
07 de novembro de 2010 | 0h 00
Nataly Costa - O Estado de S.Paulo
Em 2010, duas panes aéreas por falta de tripulação revelaram o fantasma da aviação comercial: vai faltar piloto no País. Desde 2008, licenças emitidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para piloto de linha aérea caíram quase pela metade. Mas o transporte aéreo cresceu 27% em um ano. Em jogo, está a segurança do passageiro, já que a urgência de mão de obra força empresas a contratar profissionais com menos experiência, dizem especialistas.
A grande dificuldade do setor, segundo a própria Anac, é o alto custo da formação e a debandada dos pilotos para outros mercados emergentes, como Ásia e Oriente Médio. Só na Emirates, que tem sede em Dubai, mais de cem pilotos são brasileiros.
Coincidentemente, é o mesmo número de profissionais que vai faltar anualmente para o mercado nacional. "Pelo menos até a Copa de 2014, vamos precisar de no mínimo cem pilotos a mais por ano além do que temos hoje, em uma estimativa bastante conservadora", afirma o superintendente de Capacitação e Desenvolvimento de Pessoas da Anac, Paulo Henrique de Noronha. "Se a aviação crescer 25% até 2014, vai faltar piloto, sim. E pode ser pior, pode crescer 50%."
Frota. Com o brasileiro viajando cada vez mais - os aeroportos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) ganharam 20 milhões de passageiros em um ano -, empresas investem em novas rotas e aeronaves, o que demanda mais tripulação. Pelo menos 40 novos aviões foram incorporados às frotas das quatro maiores companhias do Brasil até setembro - TAM, Gol, Azul e Webjet.
Pelo Código Brasileiro de Aeronáutica, isso implicaria em no mínimo 200 novos pilotos, cinco para cada aeronave. A Anac emitiu apenas 192 licenças PLA (piloto de linha aérea) de janeiro a julho deste ano.
"Autoescola". A necessidade de mão de obra esbarra no processo de formação de um piloto, que não é simples. "Demora, é cara e ele não entra na empresa do dia para a noite, precisa de experiência. Em certo ponto, é até uma atividade elitista", explica o diretor técnico do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), comandante Ronaldo Jenkins.
"É como uma autoescola, porque ele tem de pagar pelas aulas práticas. E a hora de voo custa hoje, em média, R$ 350", explica Mário Renó, dono da escola de aviação TAS, em São José dos Campos. "A Força Aérea Brasileira já foi responsável por suprir o mercado, hoje não mais. Depois vieram as escolas das empresas, como Varig e Vasp, que eram ótimas e forneciam gente para todo o mercado. Agora é por conta dos aeroclubes", explica.
"Por baixo dos panos, sabemos que tem empresa contratando profissionais com experiência bem baixa", conta Paulo Eduardo Santos, piloto de companhia aérea há 12 anos. "Se por um lado ajuda quem está em formação, por outro prejudica a segurança do passageiro."
"Antes, ninguém entrava com menos de 4 mil horas de voo. Hoje, você já contrata piloto com mil horas", diz Jenkins.
Comentario:
A falta de pilotos é uma realidade mundial, porem aqui no Brasil o problema e pior principalmente por culpa da próprias empresas que quase nada investem em formação e treinamento, alem disto as condições de trabalho são estressantes: excesso de horas, salário abaixo da média mundial, pressão para trabalharem em condições marginais de segurança, planos de carreira inadequados ou inexistentes,entre outros.
As empresas e a Anac deveriam fazer uma pergunta a os cerca de mil pilotos Brasileiros oriundos da Varig Vasp e Transbrasil que estão no exterior para saber porque preferiram sair do pais à voar nas atuais empresas aéreas nacionais, com certeza teriam uma surpresa em verificar que o item salário não será a resposta predominante.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Justiça Militar condena controlador de voo por acidente da Gol

Sargento Jomarcelo Fernandes dos Santos foi condenado a 14 meses de prisão por homicídio
Mariângela Gallucci - O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - A Justiça Militar condenou nesta terça-feira, 26, um dos cinco controladores de voo acusados pelo Ministério Público Militar de envolvimento na tragédia aérea com um Boeing da Gol e um Legacy que matou 154 pessoas em setembro de 2006. O terceiro sargento Jomarcelo Fernandes dos Santos foi condenado a 1 ano e 2 meses de detenção por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Foram absolvidos os outros quatro militares - João Batista da Silva, Felipe Santos Reis, Lucivando Tibúrcio de Alencar e Leandro José Santos de Barros.
André Dusek/AE
Jomarcelo Fernandes foi condenado a 14 meses de prisão
Santos trabalhava no dia do acidente no Cindacta I, de Brasília. De acordo com a acusação, ele teve uma conduta negligente, deixou de observar normas de segurança, dando causa direta à colisão entre as duas aeronaves.
Conforme a denúncia, o sargento não atentou para o desaparecimento do sinal do transponder do Legacy (o equipamento anticolisão que avisa os pilotos sobre a possibilidade de choque no ar), não orientou o piloto quanto a uma mudança de frequência, não deu importância ao nível de altimetria na aerovia e passou o serviço a outro militar sem alertá-lo sobre as irregularidades.
Ele não quis dar entrevista após ouvir a sentença de condenação imposta por 4 votos a 1 pela auditoria da 11a. Circunscrição Judiciária Militar, em Brasília. Seu advogado, Roberto Sobral, afirmou que vai recorrer da decisão ao Superior Tribunal Militar (STM) e, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele disse que seu cliente não tinha nível de proficiência em inglês para orientar um piloto estrangeiro, como no caso. A tripulação do Legacy era norte-americana.
Segundo Sobral, o militar está afastado e se for condenado definitivamente terá direito ao sursis, que é a suspensão da execução da pena. "A condenação é inaceitável", afirmou o advogado. "Não foi permitido provar que ele não fala inglês e estava obrigado a sentar em um console para coordenar voo de pilotos estrangeiros", disse. O advogado afirmou que tramita um outro processo contra o militar, na Justiça Federal em Sinop.
No julgamento de hoje, a juíza Vera Lúcia da Silva Conceição foi a única a votar contra a condenação de Santos. Para ela, nenhum dos controladores deveria ser condenado. Ela afirmou que o acidente não teria acontecido se o transponder do Legacy estivesse ativado. "Por mais que os acusados tivessem errado, o acidente não teria ocorrido se o transponder do Legacy estivesse ligado", afirmou a juíza para quem houve uma sucessão de falhas.
Segundo a magistrada, independentemente do resultado do julgamento, o processo não trará tranquilidade aos acusados de envolvimento na morte de 154 pessoas.
Texto atualizado às 19h35
********
Comentário:
É isso ai, um carro bate num poste e o culpado é quem instalou o poste, quanto aos “motoristas” que estavam com os “faróis “ apagados estão por ai colocando vidas em perigo.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Cancelamentos atingem 63% dos voos da Webjet nesta quarta; problema já dura 3 dias

29/09/2010 - 08h03
DE SÃO PAULO ,UOL
A Infraero registrava por volta das 8h desta quarta-feira cancelamento em 63,6% dos voos programados pela companhia Webjet. Ao todo, foram 14 voos cancelados em todo país, de um total de 22 voos programados. Além disso, havia registrado de um voo com mais de 30 minutos de atraso no horário.
Esse é o terceiro dia consecutivo em que a companhia registra cancelamentos e atrasos. A empresa foi obrigada a reduzir o número de voos na última semana para cumprir a regulamentação da jornada máxima de trabalho dos aeronautas, a Webjet informou que a situação foi provocada pelo aumento da demanda da empresa. A previsão da empresa é que até sexta-feira (1º) a situação esteja normalizada.
Por conta dos problemas, a Anac determinou a suspensão da venda de bilhetes pela companhia até sexta. Ontem, a aérea informou vai acatar a determinação.Em julho, a empresa já tinha sido multada em R$ 225 mil por carga horária excessiva da tripulação.
Além de suspender a venda de bilhetes, a agência reguladora também vai intensificar a fiscalização da companhia tanto nos aeroportos quanto no centro de operações da empresa. O índice de voos cancelados pela empresa passou de 2,4% em agosto para 5,7% em setembro e chegou a 9,7% na última semana.
RECLAMAÇÕES
Os juizados especiais instalados no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos (região metropolitana), e no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) registraram na última segunda-feira 26 reclamações, todas contra a Webjet. Nesta terça-feira, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça, não houve procura por atendimentos nos postos.
O Tribunal de Justiça do Rio não soube informar quantos dos 188 atendimentos realizados nos dois aeroportos da cidade foram causados por problemas dos passageiros da Webjet.
SINDICATO
O SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas) divulgou nota na segunda reclamando da sobrecarga dos funcionários das empresas aéreas. "Há algum tempo o SNA vem denunciando o descumprimento da regulamentação profissional nas empresas de aviação comercial brasileiras. A sobrecarga de trabalho, além de ser um fator gerador de estresse para os aeronautas, gera atrasos e cancelamentos de voos", informou o sindicato.
A entidade defendeu a fiscalização, "em nome da segurança de voo". Para o sindicato, a empresa deve se adequar às necessidades, entre elas o retorno de um quarto comissário a bordo.
WEBJET
Depois de passar por uma crise em 2005, quando chegou a ficar três dias sem operar nenhum de seus 26 trechos, a Webjet vive um momento de ascensão.
A empresa aérea foi comprada pela operadora de turismo CVC em 2007, quando possuía apenas 0,6% dos voos domésticos no país.
Atualmente, a empresa possui 5,8% do mercado aéreo doméstico, sendo a quarta maior companhia aérea do país. Segundo dados da Anac, a Webjet teve alta de 57% na demanda de passageiros em agosto na comparação com o mesmo período do ano passado..
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Observação:
Todas empresas nacionais sabem dos limites de horas de trabalho dos tripulantes, estes limites são determinados por lei federal que deve ser obedecida porem sempre trataram de usar o famoso jeitinho brasileiro. Agora com as constantes denuncias de abusos do sindicato a ANAC resolveu tomar uma atittude impondo pesadas multas as empresas.
Observem que tanto no caso da GOL como da WEBJET os problemas aconteceram no final do mês indicando que o problema é causado pela não observância da lei no planejamento da escala de voo provocando o estouro de horas dos tripulantes cerca de quatro dias antes do final do mês .
sábado, 7 de agosto de 2010
Especialista: fim da Varig fez pilotos migrarem e gerou déficit

07 de agosto de 2010 • 13h36
Daniel Favero
Os recentes atrasos e cancelamentos nos voos da Gol teriam sido ocasionados por falhas no sistema de escala. De acordo com funcionários da companhia, a carga de trabalho aumentou de maneira preocupante, colocando em risco até a segurança dos voos. Para o pesquisador da área de transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós Graduação em Engenharia (Coppe/UFRJ) Elton Fernandes, após o colapso da Varig, em 2007, muitos profissionais brasileiros migraram para o mercado estrangeiro, gerando um déficit no País.
Os riscos à segurança ocasionados pelo cansaço não são um problema específico do Brasil. Pilotos americanos relatam incidentes após 14 horas de voo, e tripulantes de companhias do Oriente Médio afirmam que enfrentam uma carga horária até 55 horas maior do que a estabelecida pela legislação brasileira.
A lei nº 7.183, de 1984, que regulamenta a profissão do aeronauta, estabelece que a jornada de trabalho, contada entre a hora da apresentação do tripulante e encerrada 30 minutos após a parada final dos motores, não pode exceder 11 horas diárias, 85 mensais.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Gol ,Ameaça de Greve dia 13
"Não podemos esquecer que as multas aplicadas pelo MTE e ANAC são tão baixas, que acabam se tornando um incentivo ao desrespeito à legislação trabalhista e à regulamentação profissional", defendeu.
*Com informações da Agência Estado
Texto escrito em 2005 que esta no livro 27 Anos um Mês e 14 Dias:
“as ferramentas necessárias para voar são muito caras e parafraseando um famoso economista que diz “there no free lunch” (não existe almoço grátis) eu diria que não é possível voar a preço de banana, e se o fizer alguém terá que pagar a diferença”.
Neste caso quem esta pagando a conta são os funcionários tripulantes com seus baixos salários, jornadas massacrantes, pressão e ameaças veladas, e os passageiros que são os maiores prejudicados. Milagre neste caso não existe, ou alguém acredita que uma passagem Curitiba /São Paulo pode ser vendida por menos de cem reais sem que haja algo muito errado?
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Voos da Gol ainda registram atrasos e cancelamentos em todo o País

02 de agosto de 2010 | 9h 52
Solange Spigliatti, do estadão.com.br
Companhia tem 47% de atrasos e 9% de cancelamentos; excesso de horas trabalhadas pelos tripulantes e fim das férias escolares contribuem para transtornos
SÃO PAULO - Cerca de 9% dos voos nacionais da companhia aérea Gol já foram cancelados em todo o país na manhã desta segunda-feira, 2, e mais de 47% registraram atrasos, segundo relatório da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) das 9 horas. De acordo com o balanço, do total de 225 voos programados até as 9 horas de hoje, 107 (47,6%) registraram atrasos e 20 (8,9%) foram cancelados. Entre os nove voos internacionais previstos, um registrou atraso de mais de meia hora.
Os voos da empresa vêm sofrendo cancelamentos e atrasos além do normal desde a sexta-feira, 30, por conta do intenso tráfego aéreo causado pelo fim das férias escolares e pelo excesso de horas trabalhadas pelos tripulantes, segundo a empresa. No Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, no período das 6 horas até as 9 horas, duas chegadas haviam sido canceladas e quatro apresentaram problemas de horário. Entre as partidas, seis registraram atrasos de mais de meia hora, segundo a Infraero.
Neste domingo, 1, grande parte dos voos, entre partidas e chegadas, foi cancelada no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e em vários outros aeroportos do país. Segundo a Gol, em todo o país foram registrados 52 cancelamentos e 296 alterações de horários em seus voos, entre partidas e chegadas, ao longo deste domingo. A expectativa é de normalização no início na semana, segundo a Gol.
Comentário:
Segundo informações do Sindicato Nacional dos Aeronautas a causa destes atrasos e cancelamentos é devido ao estouro do limite de horas dos tripulantes, este problema não é de hoje e vem sendo discutido entre a empresa e o sindicato sem que haja acordo. Certamente a Gol sabia que pela demanda e vôos extras neste mês de férias o problema iria agravar-se no final do mês, acreditou que novamente poderia empurrar o problema para frente como vem fazendo há anos. Mais uma vez os passageiros estão sendo prejudicados com as empresas tentando botar a culpa nos tripulantes e Infraero. Esta na hora delas tratarem os seus funcionários como parceiros, isto é, propiciar condições adequadas de trabalho e treinamento, e não tentar a liberação da contratação de pilotos estrangeiros para aqui voar, antes disto deveriam verificar porque quase mil pilotos brasileiros estão trabalhando no exterior.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
A QUEBRA PROPOSITAL DA VARIG

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Lina Maria Alves Pires
Excelentíssimos Juizes, venho por meio deste denunciar um crime de lesa-pátria causado pelo poder concedente. Revelarei a engrenagem latrinária que funciona muito abaixo dos esgotos dos encanamentos desse governo, toda a tentativa de supressão de nossos direitos para que todas as instâncias do judiciário fiquem a par do nosso sofrimento e façam prevalecer a moral, a ética e a dignidade deste país, interpretando e aplicando as leis na forma de direito e justiça.
Vossas Excelências têm a nobre tarefa de proteger a constituição. Se a lei MAIOR não for respeitada, então não haverá mais o que celebrar, pois para um país ser respeitado por outras nações é necessário respeitar seus CIDADÃOS. Não permitam que esse governo de rótulo democrático que destruiu a maior empresa da América Latina continue burlando o judiciário em benefício de seus próprios interesses.
Assim como V. Excelências, nós gostaríamos de ver a justiça reconhecida, se não por todos, ao menos pela maioria de nossos concidadãos. Todos almejamos por uma reforma, mas não in pejus (para pior) e sim uma reforma que não viole os direitos e garantias, uma reforma com vistas a termos acesso a um processo menos burocrático, mais veloz e principalmente mais humano.
O serviço aéreo no Brasil é uma concessão pública, por isso as mudanças das políticas governamentais têm impacto direto no setor. Culpar gestores ou acionistas pela crise que a empresa enfrentou é desconhecer a realidade do mercado. No final do governo de Fernando Henrique Cardoso a VARIG foi alvo de uma tentativa de golpe que envolveu ex ministros e credores.
Em 1991 as empresas brasileiras possuiam 59% do market-share e quando o governo brasileiro abriu o mercado para as estrangeiras, elas passaram a possuir 75% do market-share enviando anualmente mais de US$ 1 bilhão para suas matrizes (EUA - evasão de divisas) e as empresas nacionais passaram a possuir 25% do market-share.
A Varig passou a voar com prejuizo, já que as tarifas praticadas pelas concorrentes estavam abaixo do custo (tarifa predatória). Depois vieram os congelamentos das passagens aéreas (plano Bresser, Verão,Collor e a crise financeira no governo de F.H.C.). Cada vez que um avião realizava um vôo internacional e pousava em solo brasileiro pagava em dolar as taxas aeroportuárias. Cobrar em dolar para uma empresa nacional, por serviços prestados no Brasil é INCONSTITUCIONAL.
Em 1990 (há 20 anos) a Varig e outras empresas entraram com uma ação contra a União devido ao congelamento dos preços das passagens por perdas de planos econômicos. A Transbrasil foi indenizada (Jurisprudência). Em 2004 o STJ julgou procedente o pedido da Varig. Inúmeras vezes a União entrou com recursos visando impedir o pagamento da indenização.
Temendo uma derrota o governo propos negociar. NUNCA HOUVE INTERESSE DO GOVERNO EM PAGAR ou ajudar a Varig, pelo contrário sempre houve fortes interesses visíveis na eliminação da empresa. Na época o governo federal já devia R$ 6 bilhões quantia mais que suficiente para recuperá-la e proteger os próprios cofres públicos.
Em 2000 a Varig apresentou um plano de reestruturação ao BNDES onde requeria um aporte de US$ 400 milhões. FOI NEGADO. Em 2005 foi apresentado ao BNDES um projeto de recuperação solicitando aporte de US$ 70 milhões (NEGADO).
Mas o BNDES emprestou a Hugo Chaves (Venezuela) mais de US$ 700 milhões para concluir a obra superfaturada de uma ponte sobre o Rio Orinoco. Lula deu US$ 1 Bi a Cuba para que Fidel faça lá o que precisa ser feito aqui. O BNDES emprestou a ELETROPAULO, meio bilão de dolares. Em 2003 o governo injetou R$ 8 bilões nas companhias do setor elétrico. A Light deu um rombo de R$ 1 Bi aos cofres públicos.
Diante de tantas vantagens obtidas por estas multinacionais e o envolvimento delas em atos danosos ao país o governo NUNCA quis usar da mesma generosidade, interesse e empenho para ajudar uma empresa genuinamente brasileira, que em 1998 tinha um patrimônio líquido de R$ 2 bi, uma credibilidade internacional que nenhuma outra alcançou.
Uma aeronave da Varig valia 30% acima do valor do mercado pela excelência de sua manutenção, uma empresa que nos últimos anos faturou + de US$ 30 bi, que levou a bandeira brasileira aos 5 continentes durante 80 anos, que foi a maior empresa da América Latina e colocada no ranking da IATA entre as 30 maiores do mundo, que trouxe divisas para o Brasil, que gerou + de 100 mil empregos diretos e indiretos, que em 1998 transportou 27.747.000 pessoas em rotas para fora do país.
O governo LULA com um gesto de mediocridade política reduziu a empresa a uma massa falida e permitiu que fosse vendida por um preço vil ( 24 milhões de dolares) ao capital estrangeiro e revendida por 320 milhões de dolares para a GOL com o apoio incondicional de Roberto Teixeira.
O governo LULA chegou ao poder defendendo o trabalhador, mas, contraditariamente, foi responsável pela demissão de milhares. Muitos variguianos faleceram, vítimas do desgosto, do desespero e da desesperança com que assistiram suas famílias sofrerem todo o tipo de necessidade.
O AERUS (nossa previdência privada) sofreu intervenção por apresentar grave situação financeira. Em 2001 já havia sido solicitada a intervenção. O ministro da previdência e a SPC foram informados que a patrocinadora estava em atraso no pagamento de suas obrigações e que o AERUS estava manipulando balanços adotando taxa de retorno dos fundos dissociada da realidade do mercado.
Foi impetrado mandado de segurança com pedido de liminar contra ato OMISSO DO MINISTRO DA PREVIDÊNCIA que não apreciou o pedido de intervenção (processo 008750 D.J. 02/12/2002) e mandado de segurança 8.750 D.F. (2002) 0151068-4. A SPC é o órgão responsável pela fiscalização dos fundos de previdência privada.
A VARIG DEVE R$ 3 BI PARA O AERUS, DÍVIDA QUE SÓ PODERÁ SER PAGA COM UMA VITÓRIA NA AÇÃO DE DEFASAGEM TARIFÁRIA. O AERUS foi concebido com 3 tipos de contribuição: patrocinadora (Varig), funcionários e recursos aportados por usuários de serviços aéreos (3ª fonte). Essa 3 ª fonte foi calculada na base de 3% das tarifas de vôos domésticos. Foi criada em 1982 com o propósito de funcionar durante 30 anos.
Em Maio de 1991 o GOVERNO FEDERAL CANCELOU a fonte (22 anos antes do programado). O AERUS entrou com uma ação contra a UNIÃO FEDERAL (ação 2003.3400.03154-6) para ser ressarcido pelos fundos não arrecadados. A Ação está no gabinete do desembargador Moreira Alves (gab.moreira.alves@trf1.com.br).
A Ação de defasagem tarifária foi dada em garantia real da dívida da Varig para com os planos I e II do AERUS . Os valores que almejamos que a União pague serão incorporados ao patrimônio dos referidos planos. O Governo Federal é responsável pela situação atual do AERUS.
Faço um apelo para que a JUSTIÇA exerça sua função precípua, que enxergue a urgência dos julgamentos dessas ações e que não permita que continuemos a ser órfãos de qualquer direito.
Lina Maria Alves Pires (ex comissária da Varig




