sexta-feira, 29 de julho de 2011

Recado para o presidente de GOL


Gol voo 1203 (NAT-REC-BSB-CGH) Prim. etapa refri 200ml, segunda com 2h20mi dois refri de 200ml e uma bolachinha salgada de 25 granas, BSB CGH refri +bolacha. Voo1318 CGHCWB refri+duas bolachas doce e 18 gramas de batata frita, como podem ver tudo muito “saudavel”
Amigos que estão trabalhando para o Constantino digam a ele para deixar de ser MÂO DE VACA e começar a tranformar a Gol de uma transportadora aérea numa empresa de aviação.
Pão 30 centavos + queijo 15 gramas 30 centavos + presunto 15 gramas 20 centavos +tempero 10 centavos + embalagem 10 centavos e montagem 50 centavos Total R$ 1,50.
Será que os passageiros de tarifas promocionáis, digamos de R$ 199,00 não escolheriam pagar R$ 202,00 e ter um lanche decente em etapas maiores que 50 minutos, com certeza ficariam com o lanche e ainda daria um lucro adicional de R$ 1,50 para a empresa.
Por favor avisem o Homem para começar a mudar para não estagnar (low fare não é sinônimo de tratar os passageiros com migalhas)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Boeing realiza testes finais do 787 Dreamliner




O 787 Dreamliner em exposição durante o International Paris Air Show
Foto: Reuters

A Boeing começou no domingo a fazer os testes de função e confiabilidade e as operações estendidas do 787 Dreamliner. Esta é a fase final de testes de vôo antes da certificação do avião. A aeronave, que foi exposta durante International Paris Air Show de 2011, tem capacidade para transportar de 210 a 250 passageiros e percorrer entre 14,2 mil e 15,2 mil km.
O teste de função e confiabildiade consiste em simular diversas operações normais e menos comuns para o avião. Em nota, Scott Fancher, vice-presidente e gerente geral do programa 787 afirmou que "a equipe criou um plano sólido para realizar as horas e os pontos de ensaio necessários para realizar os testes".
Além dos testes para o 787 com motores Rolls-Royce, a Boeing continua testes de certificação em 787s com motores General Electric (GE) e irá realizar um programa de testes separados para essa versão do avião.
Fonte: Terra

Comentário:
Parece que após alguns anos de atraso e muitos contratempos finalmente a Boeing vai conseguir a certificação para a felicidade própria e dos compradores que foram prejudicados nos seus planejamentos.

Vôo 1907 X legacy , uma sucessão de erros





Relatório completo do acidente com o vôo Gol 1907 publicado na revista Piauí. Clique aqui para o link

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sistema de Gerenciamento de Vôo (EFIS) família de aviões AIRBUS, hora de mudar














França, vôo 296 , demonstração do A320 para convidados queda com 50 feridos e três mortes. São Paulo 17 julho de 2007 voo JJ3054 A320-233 queda na cabeceira da pista, no total 199 mortes. Oceano Atlântico vôo 447 Air France queda por suposto problema de congelamento de tubos pitot, 228 fatalidades. Poderíamos citar ainda dezenas de incidentes com aeronaves de família Arbus, dos quais destaco o ocorrido com o novíssimo A380 Qantas em 4 novembro 2010 quando a explosão de um motor provocou danos estruturais e falha dos sistemas de gerenciamento de vôo, desta vez a larga experiência da tripulação evitou uma grande tragédia
Todos estes Acidentes / incidentes tem um fator comum que não permitiu que os tripulantes evitassem o pior, ou os induziu a erros que foram fatais.
Uma aeronave alem dos sensores de pressão estática , pressão dinâmica (pitots) temperatura e ângulo de ataque que são cruciais tem centenas de outros igualmente importantes nos aviões atuais são ligados direta ou indiretamente ao sistema de gerenciamento de vôo. TAM 3054 falha do sensor ou manete alguns milímetros fora de posição impediu por comando do sistema de gerenciamento de vôo que os pilotos abrissem os spoilers que permitiria uma parada segura mesmo sem reverso.
Air France 447, agora com dados dos gravadores de vôo podemos constatar que por problema nos tubos pitot todas as indicações de velocidade ficaram totalmente incoerentes induzindo os pilotos a erro que causou estol em alta altitude que exige muita técnica e informações corretas dos instrumentos de vôo para recuperar o controle. O que está obscuro e porque os pilotos não conseguiram recuperar o controle usando os parâmetros básicos: attitude usando como referência o SBY horizon que funciona por até 20 minutos mesmo sem energia, e potencia pela posição da manete e indicação de N1. Outra duvida e porque mesmo com os três pilotos tentando recuperar o controle o avião perdeu altitude rapidamente com fortes oscilações de pitch e roll, o aumento do ângulo de três para treze graus do estabilizador horizontal, este comportamento pode ter sido causado por GELO NAS ASAS, fica a pergunta os sistemas de anti-gelo e degelo das asas estavam sendo usados?.
Na concepção dos engenheiros da Airbus os pilotos são perfeitamente incapazes, pois todos os comandos tem que passar pelo crivo do computador, exemplo: caso seja necessária extrema potencia para livrar um obstáculo se o computador achar que vai exceder os limites impedira a ação do piloto, pergunto, o que e melhor um motor torrado com avião inteiro ou motor limpo porem quebrado junto com o avião. Assim funcionam todos os sistemas das aeronaves da Airbus. Sensores, chaves, transdutores e indicadores podem falhar, o que não pode acontecer é o sistema de gerenciamento de vôo (EFIS) limitar ou impedir comandos dos pilotos. Mirem-se no exemplo da Boeing, onde basta pressionar um botão no manche para assumir comando total da maquina.

Se este acidente tivesse ocorrido com uma aeronave concebida nos anos sessenta eu diria que foi provocado por erro primário dos pilotos, porem neste caso acredito que a ingerência dos sistemas de gerenciamento de vôo foi decisiva para a perda de controle da aeronave.
Os sistemas de gerenciamento de vôo são essenciais nos aviões atuais, aliviam muito a carga de trabalho de tripulação propiciam economia de combustível, facilitam a rotinas de manutenção, permitem operação em pistas com visibilidade praticamente nula, porem apesar de toda esta capacidade são meros AUXILIARES dos pilotos que devem sempre ter PRIORIDADE TOTAL no comando da aeronave, isto é se for aplicado um comando que ultrapasse os limites estabelecidos pelo fabricante a função deve ser apenas de alerta a decisão final sempre cabe ao comandante.
As aeronaves da família AIRBUS são conhecidas por seus sistemas tomarem decisões a revelia dos pilotos, e muitas vezes impedirem ações corretivas adequadas em situações de emergência não previstas pelos geniais engenheiros do fabricante. Para os leigos:
Os aviões da fabricante européia são como um computador de ultima geração rodando Windows 95.
Já passou de hora de pilotos, associações de tripulantes, operadoras, passageiros e órgãos dos governos: BEA, FAA, NTSB, ANAC, exigirem modificações nos sistemas de controle de vôo da família AIRBUS para entregar o comando para quem de direito, isto é os COMANDANTES .
Adilar Cossa
Flight Engineer

terça-feira, 17 de maio de 2011

Jornal diz que dados de caixa-preta do voo 447 apontam erro dos pilotos



Le Figaro' diz ter tido acesso ao conteúdo das caixas-pretas.
BEA diz que, nesta fase do inquérito, nenhuma conclusão pode ser tirada.


Do G1, com agências internacionais *


O jornal francês “Le Figaro” informa nesta terça-feira (17) que análise inicial do conteúdo de uma caixa-preta do Airbus da Air France que fez o trágico voo 447, entre Rio e Paris, em 31 de maio de 2009, aponta "erro dos pilotos" como motivo do acidente que causou a morte de 228 pessoas. Agências internacionais de notícias reproduzem a informação do períódico.
O jornal francês diz ter tido acesso ao conteúdo das caixas, e informa que os primeiros dados examinados podem livrar de culpa a fabricante do avião, a Airbus. Segundo o Le Figaro, a Airbus já teria informado a seus clientes que, com base nas informações da investigação, não há nada tecnicamente de errado com suas aeronaves.
A informação, porém, não foi confirmada pelo Escritório de Investigação e Análise (BEA, na sigla em francês), órgão que investiga acidentes aeronáuticos.
De acordo com o BEA, a informação é um “tributo ao sensacionalismo, uma afronta ao respeito dos passageiros e tripulantes que morreram”.

Comentário:
Qualquer especulação sobre os fatos que causaram a queda do AF447 é sensacionalista e prematura, somente o relatório final poderá determinar as reais causas do acidente, e mesmo que aparentemente seja constatado falha dos pilotos teremos que saber se o erro não foi provocado por informações conflitantes dos sistemas eletrônicos do avião.
Esta noticia do jornal Francês tem toda característica de algo “plantado” visando livrar a cara do fabricante do A330.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

DIVULGAÇÃO DE DADOS CAIXAS PRETAS AF447



Lúcia Müzell - Terra
Direto de Paris

O BEA, escritório francês que apura as causas do acidente com o voo AF 447, anunciou nesta quinta-feira que as conversas dos pilotos gravadas numa das duas caixas-pretas do Airbus A330 que se acidentou no Oceano Atlântico jamais serão divulgadas à imprensa ou às famílias das vítimas. As caixas-pretas chegaram nesta manhã em Paris, onde a partir da tarde já começarão a ser manipuladas pelos investigadores.
"É um assunto muito sensível. Está fora de questão divulgarmos as conversas. Isso não foi jamais feito antes", disse o diretor do BEA, Jean Paul Troadec, durante coletiva de imprensa realizada na sede do órgão. "As conversas normalmente têm uma carga emocional muito pesada. Vamos utilizá-las como um elemento técnico essencial para compreender as causas do acidente, mas não há por que as divulgarmos."
As caixas-pretas foram apresentadas à imprensa e às famílias das vítimas poucas horas após chegarem à França. Uma contém as informações técnicas do voo, como os últimos procedimentos realizados a bordo, e a segunda é a gravação das conversas na cabine entre a tripulação. Alain Bouillard, chefe da investigação, anunciou que o BEA não vai revelar detalhes sobre a análise das gravações e dos destroços do avião antes do final das investigações - o que só deve acontecer, no mínimo, no início do ano que vem.
"Agora vamos entrar num longo processo de estudo de todas as peças recolhidas. É uma operação que não se conta em dias: se conta em semanas, em meses", afirmou Bouillard. "Estimo que apresentaremos um relatório da investigação no início de 2012."
As caixas-pretas permanecem guardadas em dois recipientes de vidro e imersas em água desmineralizada, a fim de evitar o processo de corrosão do material. Envoltas por diversas camadas de proteção, os cartões de memória encontram-se no interior das caixas-pretas - que na realidade são laranja.
Hoje à tarde, os especialistas do BEA abrirão os dois gravadores. Em seguida, retirarão os cartões de memória, semelhantes a uma placa de computador. As memórias passarão em seguida por um processo de secagem, por cerca de 12 horas. Após esse período, os técnicos vão inspecionar os possíveis danos que tenham afetado os equipamentos e tentarão fazer as reparações necessárias, antes de enfim repassar o conteúdo das gravações diretamente para um computador.
"Até segunda-feira, vamos saber se vamos poder ler as gravações contidas nas caixas-pretas", informou Troadec. "Estamos muito otimistas. Aparentemente, elas estão em bom estado e poderão ser lidas."
Brasil
Além dos especialistas do BEA, participarão do procedimento de abertura, tratamento e leitura das caixas-pretas o coronel brasileiro Luis Claudio Lupoli, em nome do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa), funcionários da construtora das caixas-pretas, Honeywell, e representantes da Justiça e da polícia francesa. Todos os passos da manipulação das caixas-pretas serão gravados.
"Nós faríamos tudo exatamente como eles estão fazendo. Temos confiança plena no trabalho que está sendo realizado pela França", afirmou Lupoli. O coronel vai permanecer na França por tempo indeterminado para acompanhar o restante das investigações.
A análise de outras peças resgatadas do fundo do oceano, como a cabine de pilotagem, as turbinas e os motores, também ajudarão a esclarecer as causas do acidente. As sondas de velocidade pitot, cuja falha é apontada como o principal fator que levou à pane do avião, ainda não foram encontradas.
Jean Quintard, procurador-adjunto da República do Tribunal de Instâncias em Paris, ressaltou que a Justiça e o BEA levam duas investigações paralelas, embora troquem informações constantemente. "Vamos acompanhar de perto cada passo dessas análises, de hoje à tarde até a divulgação do relatório final, apontando os responsáveis pelo acidente", assegurou.
As operações de resgate de corpos e peças precisam acabar, no máximo, até 9 de junho, quando o navio Ile de Seine deve ancorar em Dacar, no Senegal. Da embarcação, os especialistas operam o robô Remora 6000, que a quase 4 km de profundidade captura os elementos que serão em seguida trazidos à superfície. Todas as peças e corpos recuperados serão levados à França.*******

Comentário:
Segundo opinião de pilotos e especialistas em aviação o Airbus A330 é uma aeronave que não inspira confiança, sempre fica o sentimento que a qualquer momento alguma surpresa pode acontecer. Por outro lado eticamente estas caixas pretas não deveriam ser analisadas na França, pais do fabricante do avião e da transportadora, nada contra o BEA que é responsável pela investigação do acidente com o AF447, porem a participação do NTSB (dos Estados Unidos) para acompanhar a investigação e essencial para não ficar duvidas sobre as reais causas da tragédia, também é necessário transparência total na divulgação de dados e conversas dos pilotos, contidos nas memórias das caixas pretas.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

AEROPORTOS DO BRASIL, Exemplo de incompetência do estado



A Presidente da República, Sra. Rousseff “gerentona” do PAC no governo anterior, funções acumuladas com as do ministério mais importante no triste (des)governo do Sr. da Silva, não só está impossibilitada de dizer que recebeu uma herança maldita de seu antecessor como se vê obrigada a tomar algumas decisões extremamente difíceis .
Em meu modesto pensar, já começou a fazer besteira, o que não condiz com sua fama de boa administradora.
No que considero ser um ponto nevrálgico para as obrigações assumidas pelo País, a situação dos principais aeroportos brasileiros, e me valho do parecer arrasador de um órgão governamental, o IPEA (Instituto de Política Econômica Aplicada): nenhum dos aeroportos brasileiros está em condições de atender à demanda que haverá por ocasião da Copa de 2014  e, o que é mais grave, nenhum ficará em condições até maio/junho de 2014 !
Desnecessário salientar que todos eles, sem exceções, são administrados integralmente pela Infraero, empresa estatal.
E agora o aspecto mais aterrador, que jamais havia visto em minha já não tão curta vida: a Sra. Rousseff, talvez querendo ser salomônica, decidiu conceder à iniciativa privada a obrigação de construir o que falta nos principais aeroportos para que fiquem em condições de suportar o tráfego gerado pela Copa-2014; essa empresa ou consórcio assumirá a responsabilidade pelo gerenciamento e pela administração da parte do aeroporto que tiver sido por ela ampliada.
O que existe atualmente continuará a ser gerido pela Infraero !
Será que alguém já pensou como isso poderia funcionar ?
Note-se: o que será construído será a ampliação (certamente com facilidades mais modernas) dos aeroportos, e não novas instalações que se integrem às atuais formando um todo harmônico.
Desde logo me veio à cabeça aquela muito antiga pergunta: existe meia gravidez ?  
Até é possível que as empresas mais importantes tenham – e administrem, seus próprios terminais; isso existe há muito tempo no Aeroporto Kennedy, em Nova York. Será que nossas empresas teriam recursos para isso ?
Mas o conjunto, como um todo, só pode ser administrado por um órgão. De outra forma, instalar-se-ia o caos. Por que ?
Imagine-se uma situação em que dois aviões, quase simultaneamente, pedirem autorização para pousar. Quem determinará a preferência ?
O mesmo pode ocorrer em caso de decolagens. 
Na realidade e em minha opinião, o correto seria entregar a operação aéreo-portuária integralmente a empresas privadas, já que ficou mais do que provado que a Infraero é, e sempre foi, um antro de corrupção. Deve pagar belos salários a seus administradores (sempre egressos de partidos políticos) que, por piores e mais ineficientes que sejam, ficam “grudados” a seus cargos.
E como a ANAC, agência reguladora que deveria ser a responsável pela regulação e controle do setor aéreo jamais fez qualquer coisa (exceto, talvez, a construção de vistoso edifício junto ao aeroporto de Porto Alegre) que preste, o realmente certo seria começar tudo de novo; do marco zero.
Mas, aparentemente, a Sra. Presidente não se sentiu poderosa o suficiente para tomar uma decisão tão radical ! Ou estarei errado, e existe meia gravidez ?
É de se prever que a vida da Sra. Presidente seja cada vez mais infernizada pela política.
Seu próprio atual partido não mais deverá apoiá-la como vinha fazendo e seria de esperar. Isso porque o novo presidente do PT é sombra do Sr. José Dirceu, que não tem o menor interesse em facilitar as coisas para a Sra. Presidente, que o sucedeu no cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil.
Como todos se lembrarão, quem realmente então mandava no PT era o Sr. Dirceu, o “Ali Babá” que chefiava os 37 ladrões (pena que não completaram os 40, para ficarem idênticos aos da estória...).
E certamente a eminência parda (agora nem tão parda) do PT é, novamente, o Sr. Dirceu.
Aliás, seria muito saudável se a Sra. Rousseff, ao mesmo tempo em que resolver esse problema, decida-se por adiar “sine die” a idéia de construir uma linha  para um trem-bala para o percurso Rio/S.Paulo/Campinas, por enquanto orçado em mais de trinta bilhões de reais, mas que certamente chegará a algo próximo de cinqüenta bilhões.
O Brasil não tem, definitivamente, recursos para tanto. E mesmo que um super-consórcio de empresas resolva assumir o custo, penso que o Brasil tem prioridades maiores e mais importantes com a saúde, instrução/educação, rodovias, portos, etc.
Além disso, se os atuais três aeroportos da Grande S. Paulo (Guarulhos, Viracopos e Congonhas) forem corretamente ampliados/adaptados e usados, não será necessário que exista um trem-bala.
Aliás, e para terminar, se a Presidente Rousseff conseguir que a corrupção neste País diminua para a metade do que é atualmente, já será uma vitória monumental.
E se, ao mesmo tempo, conseguir liderar uma reforma política que realmente tenha significado, sem ser apenas cosmética, terá meu voto na eleição de 2014 !!!!
 
 Autor:
Peter Wilm Rosenfeld
pwrosen@uol.com.br
Porto Alegre (RS), 04 de maio de 2011
 
foto:Folha de SP

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O VALOR DE PILOTOS EXPERIENTES E ADEQUADAMENTE TREINADOS




Este vídeo do You Tube sobre a explosão do motor dois do Airbus A380 Qantas mostra que apesar de toda tecnologia a competência da tripulação foi decisiva para evitar uma tragédia.

Clique aqui para o link

domingo, 24 de abril de 2011

Um voo no Super Constellation LH1049




Este vídeo mostra todas as etapas de um vôo incluindo uma “aula”
de como era a navegação por ADF (radio goniômetro) nos anos 50 e 60.
Vejam também a elegância dos passageiros, pois voar naquela época era para poucos afortunados.

Foto do simulador do LH1049 por: Sebastian Niedlich
Colaboração Ivano Caron

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Confusão nos céus do Japão devido ao terremoto


Em 22 de março de 2011 12:24,
Arnold Pieper escreveu:


Nesse momento ainda estou inteiro, escrevendo do meu quarto no hotel da tripulação.
São 08:00. Esta é minha viagem trans-pacífica inaugural como recém-checado comandante internacional de 767 e até o momento está sendo interessante, para dizer o minimo. Eu já cruzei o Atlântico três vezes até agora, de forma que os procedimentos oceânicos já me são familiares.

Diga-se de passagem, é deslumbrante voar sobre as Ilhas Aleutas.

Tudo estava indo bem, até 100 milhas fora de Tóquio, na descida para a chegada.

A primeira indicação de problema foi o controle Japones começar a colocar todos os vôos em órbitas de espera.

Inicialmente pensamos que era o habitual congestionamento da chegada. Então recebemos do despacho da empresa, via link de dados, uma mensagem avisando sobre o terremoto, seguida por outra avisando que o aeroporto de Narita estava fechado temporariamente para inspeção e deveria ser reaberto em breve (a empresa é sempre tão otimista).

Do nosso ponto de vista, as coisas estavam, obviamente, um tanto diferentes. O nível de ansiedade do controlador japonês parecia bastante elevado, quando nos comunicou que o tempo de espera era "indefinido". Como ninguém se comprometia com relação a um período de tempo mais preciso, pedi a meu co-piloto e relief-pilot que procurassem alternativas viáveis e analizassem nossa situação de combustível, que, após uma travessia oceânica é normalmente baixo.

Não demorou muito, talvez dez minutos e os primeiros pilotos começaram a alternar para outros aeroportos. Air Canada, American, United, etc todos reportando "combustível mínimo".

Eu ainda tinha combustível suficiente para 1,5 a 2,0 horas de espera.
Desnecessário dizer que os vôos alternando logo complicaram a situação.

O controle de tráfego aéreo japonês, em seguida, anunciou Narita fechado por tempo indeterminado, devido à danos.

Os vôos começaram então a solicitar pouso em Haneda, perto de Tóquio. Meia dúzia de JALs e alguns voos ocidentais obtiveram autorização nesse sentido, mas em seguida o controle avisou que Haneda tinha acabado de fechar. Oh-oh!

Agora, em vez de apenas esperas, todos tivemos que começar a considerar alternativas mais distantes, como Osaka, ou Nagoya.

O que é ruim sobre um avião grande é que você não pode apenas decidir pousar em qualquer aeroporto pequeno.

Em geral, é necessária muita pista. Com mais e mais voos se empilhando tanto a leste como a oeste, todos precisando de um lugar para pousar e várias situações de combustível crítico, o controle de tráfego aéreo estava começando a se debater. Na luta, sem esperar meu combustível ficar crítico, obtive autorização para Nagoya, com a situação de combustível ainda boa. Até aí tudo bem. Após alguns minutos nessa direção, fomos "ordenados" pelo controle para inverter curso.

Nagoya estava saturada com tráfego e incapaz de lidar com mais aviões (leia-se aeroporto lotado). Idem para Osaka.

Com essa declaração, nosso combustível passou instantaneamente de bom para mínimo, considerando que poderíamos ter que fazer um desvio muito mais longo. Multiplique nossa situação por uma dúzia de aeronaves todas no mesmo barco, todas fazendo exigências e ameaças ao contrôle para alternar em algum lugar.

Um Air Canada e depois outro foram para "emergencia" de combustível. Aviões começaram a pousar em bases da força aérea.

A mais próxima a Tóquio era Yokoda AFB. Entrei nessa também, inicialmente. A resposta - Yokoda fechada! Não há mais espaço.

A essa altura o cockpit se transformou em um Circo de tres picadeiros: meu co-piloto nos rádios, eu voando e tomando decisões e o relief-pilot enterrado nas cartas aéreas tentando achar um lugar para onde ir, que estivesse dentro do alcance, enquanto mensagens voavam pelo link de dados entre nós e o despacho da empresa em Atlanta. Escolhemos Misawa AFB na extremidade norte da ilha de Honshu. Podíamos chegar lá com combustível mínimo ainda restante. O Controle, feliz por se livrar de mais um, nos autorizou a sair do turbilhão da região de Tóquio. Ouvimos o contrôle tentar enviar vôos para Sendai, um pequeno aeroporto regional no litoral que mais tarde me parece foi inundado por um tsunami.

O despacho em Atlanta, a seguir, nos enviou uma mensagem perguntando se poderíamos continuar até o aeroporto de Chitose, na ilha de Hokkaido, no norte de Honshu. Outros aviões da Delta estavam sendo mandados para lá. Mais correria no cockpit - Checar meteoro, checar as cartas, checar combustível, tudo bem. Poderiamos fazê-lo sem entrar em uma situação crítica de combustível... desde que não tivéssemos outro atraso. Quando nos aproximamos de Misawa obtivemos autorização para continuar a Chitose.

Processo de tomada de decisão crítica. Vamos ver - tentando ajudar a empresa - aeronave sobrevoa alternativa perfeitamente boa em favor de uma mais distante... queria saber como isso iria parecer no relatório de segurança, se algo desse errado.

De repente o controle nos dá um vetor para uma posição bem antes de Chitose e nos diz para aguardar instruções de espera. Pesadelo realizado. A situação deteriora-se rapidamente. Depois de uma espera inicial perto de Tóquio, iniciar um desvio para Nagoya e inverter o curso de volta a Tóquio, em seguida, voltar a desviar para o norte até Misawa, toda nossa feliz reserva de combustível agora se evaporava rápidamente. Minha transmissão seguinte, parafraseado claro, foi mais ou menos assim:

"Controle Sapparo - Delta XX solicita liberação imediata direto Chitose, combustível mínimo, impossibilitado de efetuar espera."

"Negativo-Ghost Rider, o tráfego está lotado" (citação do filme Top Gun)

"Controle, correção, Delta XX declarando emergência de combustível, prosseguirá direto Chitose."

"Roger Delta XX, entendido, você está liberado direto Chitose, contate agora o controle Chitose .... etc ..."

Decidi dar um basta e me antecipar, antes de ficar com o combustível criticamente baixo em outra órbita por tempo indeterminado, principalmente após haver ignorado Misawa, jogando assim minha última cartada ... declarando uma emergência. O inconveniente é que agora eu teria uma papelada da empresa para preencher, mas... e daí.

Dessa forma - desembarcamos em Chitose com segurança, com pelo menos 30 minutos de combustível restante antes de atingir uma "verdadeira" situação de emergência de combustível. É sempre um bom sentimento, estar seguro. Eles nos taxiaram para uma área remota do estacionamento, onde cortamos e assistimos uma meia dúzia ou mais de aeronaves chegando em fila. No final, da Delta haviam dois 747, nosso 767 mais um outro e um 777 todos no pátio em Chitose. Vimos também dois aviões da American Airlines, um United e dois Air Canada.

Para não falar dos muitos aviões da Al Nippon e Japan Air Lines.

PS - Nove horas depois, a JAL finalmente conseguiu trazer uma escada até nosso avião e fomos capazes de desembarcar e fazer alfândega. - Que no entanto, é outra história interessante.

Por falar nisso - enquanto escrevo esta - senti quatro tremores adicionais que abalaram o hotel um pouco - tudo em 45 minutos.