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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Azul e Trip criam empresa de R$ 4,2 bi



Empresas anunciaram ontem a união de suas operações, criando uma holding que terá participação de 67% da Azul e de 33% da Trip

29 de maio de 2012

MARINA GAZZONI - O Estado de S.Paulo
As empresas aéreas Azul e a Trip oficializaram ontem a fusão de suas operações. A união forma um grupo dono de 14% do mercado doméstico brasileiro, líder no número de destinos atendidos e com previsão de receita de R$ 4,2 bilhões este ano. O negócio ocorre cerca de um ano após a TAM assinar uma carta de intenção de compra de 31% da Trip, opção que não foi exercida.
A negociação resultou na criação da holding Azul Trip, controladora das duas companhias aéreas. Os acionistas da Azul serão donos de 67% do grupo, e o restante ficará nas mãos dos controladores da Trip. As empresas tratam a operação como uma fusão, mas o mercado enxerga o negócio como uma aquisição da Trip pela Azul. "Fusão entre empresas com participações desiguais tem mais cara de aquisição", disse o sócio-diretor da consultoria de fusões e aquisições Naxentia, Vincent Baron.
A fusão, porém, faz dos grupos Capriolli e Águia Branca, donos da Trip, os maiores acionistas da holding Azul Trip. Há uma semana, eles recompraram 26% das ações da Trip que estavam nas mãos da americana SkyWest e se tornaram os únicos controladores da companhia, com participação igualitária. "Um negócio não tem a ver com o outro. Mas aceleramos a compra de ações da SkyWest para evitar qualquer conflito societário", disse o presidente da Trip, José Mário Capriolli.
A Azul tem capital distribuído nas mães de fundos como Gávea, TPG e Weston Presidio e do fundador David Neeleman.
Azul e Trip aguardam o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para começar a integrar as empresas. Após as aprovações, devem integrar suas malhas e adotar uma marca única. Oficialmente, Azul e Trip afirmam que farão estudos para escolher a marca mais forte, mas fontes do mercado de aviação disseram ao Estado que a marca Azul prevalecerá.
Negociação. A associação de Azul e Trip azedou os planos da TAM de ter um braço regional. A TAM assinou em março do ano passado uma carta de intenção de compra de 31% da Trip. Mas, segundo Capriolli, a empresa perdeu o direito de preferência na aquisição em janeiro último.
A TAM concentrou seus esforços em concluir sua fusão com a chilena LAN no decorrer do ano passado, o que deixou a negociação com a Trip mais lenta. "Quando eles entraram nesse processo, acho que ficaram muito envolvidos. Às vezes, uma organização não consegue maturar tantas fusões e aquisições ao mesmo tempo. Então, vimos que o 'timing' não seria mais compatível", disse Capriolli.
Hoje, cerca de 5% das passagens da Trip são vendidas pela TAM, por meio de um acordo de code share (compartilhamento de voos). Tanto a TAM quanto a Trip disseram que o contrato está mantido, mas não informaram qual seu prazo de validade.
Destinos. A fusão com a Trip dará à Azul presença em 96 cidades entre as 108 que recebem voos regulares. É a maior cobertura em número de destinos no Brasil. Mesmo com 39,9% do mercado, a líder TAM voa para 42 cidades. A Gol, dono da 34,8%, atende 63 destinos. "Estamos interessados nas cidades médias porque elas crescem mais rápido (...). E os passageiros do interior poderão alimentar os voos entre as grandes cidades", disse Neeleman.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

LAN informa que fusão com TAM será consolidada no 2º trimestre





LAN vai lançar um swap de ações com os acionistas da TAM no fim de março ou começo de abril, segundo o diretor-financeiro da companhia chilena, Alejandro de la Fuente
01 de fevereiro de 2012
Danielle Chaves, da Agência Estado

SANTIAGO - Depois de a Suprema Corte do Chile adiar a decisão sobre as medidas de mitigação para a fusão entre a LAN Airlines e a TAM, a operação provavelmente será consolidada no segundo trimestre deste ano, informou o diretor-financeiro da companhia chilena, Alejandro de la Fuente. A LAN esperava a decisão para o mês de janeiro, mas foi adiada para a primeira ou segunda semana de março, após o recesso de fevereiro.
Se esse prazo for mantido, a LAN vai lançar um swap de ações com os acionistas da TAM no fim de março ou começo de abril, segundo La Fuente. A empresa chilena apelou contra três medidas de mitigação emitidas pelo tribunal antitruste do Chile no ano passado, quando aprovou a fusão entre as duas companhias. "Se a decisão for adiada para depois de março, nós teremos de mudar o cronograma para a troca de ações", afirmou o executivo.
A empresa resultante da fusão vai se chamar LATAM e será a maior empresa aérea da América Latina, além de uma das dez maiores do mundo. La Fuente afirmou que os acionistas controladores da LATAM - a família chilena Cueto e a família brasileira Amaro - continuarão comprometidos em manter o rating de crédito da nova empresa como grau de investimento. As informações são da Dow Jones.

Comentário:
Finalmente conseguiram entregar aviação internacional do Brasil para empresas estrangeiras e de quebra estão levando a metade da aviação domestica. Éra uma vez uma empresa de AVIAÇÃO Brasileira, respeitada em todo mundo e motivo de orgulho para todos Brasileiros

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

TAM anuncia acordo para fusão com a chilena LAN


Acordo criará uma das maiores aéreas do mundo, diz TAM.
Marcas serão mantidas, segundo comunicado enviado à CVM.
Do G1, em São Paulo


A TAM, maior companhia aérea do país, anunciou nesta sexta-feira (13) acordo para a fusão de suas operações com a chilena LAN.
"As companhias aéreas do grupo oferecerão operações de passageiro e carga para mais de 115 destinos em 23 países, provendo transporte de carga em toda a América Latina e em boa parte do mundo. O grupo operará uma frota de mais de 220 aeronaves e terá mais de 40 mil funcionários. Em 2009, as empresas somaram mais de US$ 8,5 bilhões de receita, 45 milhões de passageiros transportados e 832.000 toneladas de carga. Latam estará entre os maiores grupos de companhias aéreas do mundo em termos de tamanho, lucratividade e alcance de mercado", afirmou a TAM em comunicado.
Marcas
A nova companhia vai levar o nome de Latam. As duas marcas, no entanto, devem ser mantidas. As sedes das empresas em Santiago e em São Paulo também serão mantidas.